A Prefeitura de Dourados distribuiu na manhã desta sexta-feira (5) a informação de que o Município continua procurando alternativas para definir o novo modelo de transporte coletivo urbano, para melhorar a qualidade do serviço prestado à população, incluindo uma nova concorrência pública para acabar com a prorrogação do contrato com a atual empresa, cuja situação perdura há 15 anos.
Durante explanação feita pelo diretor da Agetran (Agência de Transporte e Trânsito) Walter Hora e pelo secretário de Serviços Urbanos, Luis Roberto Martins de Araújo, a Prefeitura participou da audiência pública sobre o tema realizada ontem (4) na Câmara de Dourados. A primeira tinha sido realizada no dia 27 de maio.
O secretário reafirmou, como já foi dito em outras oportunidades, que o prefeito Murilo Zauith (PSB) defende que Dourados tenha um transporte público moderno, atendendo com dignidade a população em geral, incluindo a classe estudantil. Ele lembrou que o assunto vem sendo discutido desde o início deste ano pela Prefeitura, que contratou uma empresa especializada na área para ajudar na elaboração do projeto.
Enquanto o novo modelo é discutido, Dourados continua com a tarifa de transporte coletivo congelada em R$ 2,50, valor que vigora desde 2011. Em fevereiro deste ano a empresa que explora o serviço pediu aumento para R$ 3,28, mas o prefeito rejeitou o reajuste e determinou que a passagem continue em R$ 2,50, para não penalizar principalmente os trabalhadores. Em Dourados, estudantes universitários pagam meia tarifa, ou seja, R$ 1,25.
Luis Roberto informou durante a audiência que várias cidades do porte de Dourados foram visitadas, para traçar um perfil e fazer um comparativo do transporte público, inclusive municípios onde o serviço é gratuito. O secretário deixou claro que a Prefeitura não descarta a possibilidade da gratuidade dentro do novo modelo, desde que seja encontrada a fonte para custear essa despesa. “Já visitamos municípios que pretendem utilizar os royalties do petróleo”, contou o secretário.
O secretário afirmou que o debate é o meio democrático de chegar pelo menos próximo do modelo ideal. “É com propostas concretas que poderemos atingir esse nível”, lamentando o fato de os universitários não terem participado da primeira audiência, em maio, quando foi apresentado o estudo que aponta todas as necessidades do transporte coletivo em Dourados.