O Departamento de Habitação da Prefeitura de Dourados reuniu nesta quinta-feira (31) as famílias que irão receber as 186 unidades do Residencial João Antonio Luiz Braga (Ipê Roxo) para o sorteio da localização da quadra e lote de cada morador.
A maioria dos beneficiados faz parte do Instituto Nossa Casa (Acampamento José Cerveira), localizado no Jardim Pelicano, incluídos na categoria de área de risco e extrema vulnerabilidade social, cujos nomes estão definidos desde 2009.
Além dos acampados, serão atendidas com essas casas outras famílias que vivem em diversos pontos da cidade, na mesma situação de vulnerabilidade social. Muitas delas são cadastradas nos programas assistenciais do governo federal.
Antonio Carlos da Silva, um dos moradores do Acampamento José Cerveira e presidente do instituto, disse durante o sorteio que não consegue definir o sentimento por estar próximo de entrar na casa própria. “A gente só tem é que agradecer”.
Ele relatou a dificuldade que cada família enfrenta no dia a dia e ressaltou a situação humilhante das famílias. “É esse tipo de vida que faz a gente dar valor ainda maior ao precioso bem que é uma moradia digna e própria”, afirmou.
O diretor do Departamento municipal de Habitação Toninho Cruz lembrou que essas casas, localizadas ao lado do Residencial Estrela Porã, foram construídas com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para atender exclusivamente as famílias de áreas de risco e extrema vulnerabilidade social.
Toninho informou que a entrega das casas está prevista para início de dezembro. Segundo ele, trata-se de mais um conjunto de moradias que contribui para a redução do déficit habitacional em Dourados, uma das prioridades do prefeito Murilo Zauith (PSB). “O prefeito tem como meta construir e entregar pelo menos cinco mil casas até 2016”, afirmou Toninho.
Com a remoção dessas famílias para a casa própria, a Prefeitura de Dourados zera o índice de moradores de áreas de risco e favelas, conforme já anunciou a Coordenadoria de Defesa Civil. Essa é outra preocupação do prefeito Murilo, que desde o início da administração priorizou a retirada de moradores dessas áreas e determinou uma série de intervenções para acabar com alagamentos.