Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
27°C
Dourados

Promotor de Justiça no Amapá homenageia pioneiro Olympio Azambuja

12 de novembro 2013 - 13h54 Por Redação Douranews
Promotor de Justiça no Amapá homenageia pioneiro Olympio Azambuja

Autor de um livro que lançou durante o ato em que se comemorou o centenário de nascimento do pioneiro Olympio Azambuja, conhecido na família como ‘tio Limpinho’, em 2006, o sobrinho do mais velho membro da família ainda vivo até aquele ato e que morreu na sexta-feira (8), aos 107 anos de idade, Alaor Azambuja republicou, via Facebook, o trecho do livro “Família Azambuja” em que fala da saga do pioneiro.

"Olympio Azambuja, Tio “Limpinho”, o Azambuja, entre nós, o mais idoso. Faço essa homenagem fruto da inspiração: tio Olympio, velho Padrinho, vive em nosso coração;
Fazenda Curral de Arame; das primaveras a mais bela; nas terras de Marcelino, em Dourados currutela;
Dos filhos foi o primeiro da vó “Mariinha” e vô “Lalau”; são ao todo dez irmãos sendo o mais novo o “Dilau”;
Trabalhou desde menino; cresceu, amadureceu na estrada, cortando o então Mato Grosso, carreteando ou com boiada;
No sustento da família, desde cedo à lida dura; na roça ou carreteiro, na chácara tinha fartura;
Despontava a mocidade; de repente o pai partiu; como arrimo da família muito cedo ele se viu;
Nos campos de chão vermelho, despertando às madrugadas, com chuvas, sol e tormentas, descanso noutras pousadas;
Dourados a Campo Grande, transportando a riqueza, erva mate e mantimentos, o progresso com certeza;
Sessenta dias ou mais, o tempo duma viagem; dias à beira dum rio, esperando a estiagem;
De invejável forma física, um exemplar caminheiro, andando o tempo todo, comandava o boi carreiro;
Quando tinha uns trinta anos, seu coração balançou, pela jovem linda “Nena”; bela família formou: Enio, Hebe e Terezinha nasceram dessa união; muitos netos e bisnetos povoam seu coração;
Sempre na lida campeira, a sol de queimar o couro, nas cangas de carretiadas, ou na Lagoa de Ouro;
Com quase setenta anos, gravemente ele adoeceu; com fé, bravura e esperança mais essa fase venceu. Pra ficar perto das filhas, foi morar em Gurupí; por lá esteve uns vinte anos; voltou a estar por aqui;
Matreiro num castelhano, sempre gostou de trucada; virava noites em claro faceiro em cada rodada, com filho, sobrinhos e amigos; enfim toda a parentada;
De passos firmes certeiros, elegante ao caminhar; visitando alguns parentes, cedo já se vê passar;
Dos pioneiros o mais velho, se orgulha dessa proeza. E será por muitos anos, se Deus quiser com certeza.

Diz-se que “enganou o tempo”, outros que tem muita sorte; mas acredito, no entanto, foi esquecido pela morte;
Pra passar pro andar de cima, não pretende ser veloz; por muitos e muitos anos; estará aqui, entre nós;
Contrariando a natureza, vai cumprindo a sua meta; chorou com várias partidas, esposa, filhas e neta;
Igual cerne de aroeira, com graça ou na rigidez; vinte sete de outubro; é Olimpinho outra vez;
Até quando pouco importa, vivendo em simplicidade, que Deus lhe guie os passos; aqui ou na eternidade."