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Sociedade discute como conter excessos da bebida e som alto

19 de novembro 2013 - 20h18 Por Redação Douranews
Sociedade discute como conter excessos da bebida e som alto

A PM (Polícia Militar) de Dourados chega a receber em torno de 1.500 chamados por perturbação do sossego nos finais de semana; desses, pelo menos mil casos referem-se aos aglomerados de pessoas em postos de combustíveis, conveniências e distribuidoras de bebidas e em vias públicas. A população do Município, superior a 200 mil habitantes, conta com oito viaturas para conter esses excessos.

Entre alguns dados apontados, esses números, expostos pelo subcomandante da PM na cidade, major Carlos Silva, contribuíram para “fazer a cidade pensar”, na definição do vereador Marcelo Mourão (PSD), idealizador do debate que tomou parte do plenário da Câmara na tarde desta terça-feira (19) em torno de assuntos relacionados à forma de conter a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas nesses pontos.

Representantes de algumas das igrejas católica e evangélicas, dos empresários do comércio, do setor de conveniências e de postos de combustíveis e simples cidadãos contribuintes dos tributos municipais tiveram quase duas horas para se manifestar no debate, intermediado pelo próprio vereador. Todos elogiaram a ousadia do projeto de lei que está sendo proposto por Marcelo Mourão. O formato do debate, igualmente, permitiu colher novos elementos para enriquecer a proposta e amadurecer a ideia, em benefício da comunidade.

“Já temos a lei seca, a lei do silêncio e a proibição do menor em dirigir veículos; se fizer valer o que já existe, vamos diminuir muito essa situação”, observou o presidente da Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados), Antônio Nogueira, ao destacar o pioneirismo da iniciativa e a oportunidade do empresariado se manifestar “pela primeira vez como convidado desta casa” sobre o tema.

O contribuinte Osvaldo Francisco, morador em uma região onde o movimento é intenso nos fins de semana, defendeu a tese de que “é melhor perder um pouco do lucro do que perdermos vidas”. Michel Louveira, proprietário da conveniência Hora Extra, na rua Joaquim Teixeira Alves, questionou a aplicação da lei. “A Agetran [agência de trânsito do Município] não funciona à noite, a Polícia tenta fazer um serviço de fiscalização mais sério nos últimos dias, e nós só queremos trabalhar, não temos como impedir o contribuinte de continuar comprando”, apontou o empresário. O excesso do álcool, segundo o major Carlos Silva, é responsável por 70% dos crimes contra a vida e pelo menos 50% dos acidentes de trânsito com vítimas em Dourados.

O município conta com cerca de 70 postos de combustíveis, “todos operados pelos próprios donos que tem que trabalhar para levar o leitinho pra casa no final do dia”, exemplificou o vice-presidente do Sinpetro, entidade que representa os revendedores, José Tarso Moro da Rosa. “Uma proposta inteligente como essa tem que ser bastante discutida mesmo, e terá o nosso apoio se pudermos contar com o serviço 190 da Polícia Militar dando respaldo às nossas atividades”, pregou o empresário.