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Três anos depois, Dourados busca recuperação do ‘tsunami’

23 de fevereiro 2014 - 11h15 Por Redação Douranews
Três anos depois, Dourados busca recuperação do ‘tsunami’

Três anos passados, Dourados registrou, no dia 23 de fevereiro de 2011, pela primeira vez na história política local, a posse de um prefeito eleito fora de época. O então vice-governador do Estado Murilo Zauith (PSB) assumiu o comando da cidade, eleito com quase 80% dos votos dos douradenses que já tinham experimentado, em quatro meses, após o ‘tsunami’ de escândalos políticos e financeiros que varreu a cidade, dois interinos [o atual desembargador Eduardo Machado Rocha e a atual vereadora Délia Razuk] que sucederam ao prefeito afastado por decisão do Tribunal de Justiça, Ari Artuzi.

Em que pese o fato de que, até agora, nenhum dos implicados na silenciosa investigação da Polícia Federal que deu origem à operação “Uragano” (furacão, em italiano) tenha sido punido, e o que se vê sejam manifestações de aparente inocência dos precursores dela, os envolvidos na “Owari” (ponto final, em japonês), alguns, inclusive, sinalizando com a máxima de que ‘o crime compensa’, coube ao prefeito que assumiu a ‘terra arrasada’ de Dourados tentar recolocar a cidade nos trilhos.

Em entrevista na manhã deste sábado (22), aos radialistas Eduardo Palomita e Osvaldo Duarte, na FM92, Murilo lembrou que neste domingo (23), faz três anos que a cidade iniciou uma nova trajetória e disse que o desafio é manter esse ritmo. “Estamos vencendo todos os desafios. Ainda existem desafios, sim, existem, mas já caminhamos muito. Compare três anos atrás quando Dourados estava num período nebuloso, veja o que existia de expectativa naquela época e o que tem hoje”.

Murilo também fez um comparativo com Campo Grande e defendeu a necessidade de dar sequência ao modelo de administração: “se Campo Grande hoje é o cartão postal do Estado, se hoje temos orgulho da nossa capital, é por que isso foi construído ao longo dos anos. É isso que estamos iniciando em Dourados. Neste domingo, faz três anos que estamos mudando a história de Dourados”, disse.

O prefeito comentou o período anterior à sua administração e falou dos projetos em andamento: “juntos com a população demos a volta por cima. Fizemos todos os projetos necessários para as demandas de Dourados. Levamos esses projetos para Brasília e as coisas estão acontecendo, ao contrário do que falavam os impacientes e aqueles que são do contra”.

R$ 52 milhões

Boa parte da entrevista foi dedicada a falar sobre o contrato assinado sexta-feira (21) com a Caixa Econômica Federal, garantindo investimento de R$ 52 milhões em asfalto para atender 23 bairros. “Agora vamos contratar essas obras, vamos contratar em lotes, para que várias empresas assumam as obras. São R$ 50 milhões que vão circular em Dourados, vão gerar emprego, gerar negócios, oportunidades, vão movimentar a cidade nos próximos meses. E não é só isso, porque temos várias obras em andamento, em todas as áreas”.

Murilo destacou também outros projetos que estão em andamento em Brasília, solicitando recursos para infraestrutura: “assinamos 52 milhões com a Caixa para asfalto em 23 bairros e temos mais 50 milhões já aprovados no Ministério das Cidades. Agora esse recurso vai tramitar, vai passar pela burocracia do Estado brasileiro, como aconteceu com o projeto dos R$ 52 milhões e Dourados foi a primeira cidade do Brasil contemplada nessa modalidade. Mostrou que nossa equipe é técnica e trabalha bem”.

Murilo disse que os recursos obtidos para asfalto, pleiteados por muitas cidades, têm como objetivo investir na melhoria da qualidade de vida da população. “Vários municípios de Mato Grosso do Sul estão pleiteando esse recurso. O governador André pegou R$ 1 bilhão do BNDES para fazer o MS Forte. Precisa ter competência técnica e o município precisa de ter capacidade financeira para contar com esses recursos”, comentou ainda o prefeito.

Segundo ele, para conseguir esses recursos foi preciso passar por uma análise técnica e aprovação do Tesouro Nacional. “Muitos municípios querem, mas poucos vão conseguir”, afirmou. “Esse momento que estamos vivendo é para o bem de todos os douradenses e a maior preocupação é que esse ritmo se mantenha. Abrimos o caminho e o desafio é manter essa realidade. As pessoas confiam no trabalho que a gente faz. A população cria essa expectativa porque sabe que estamos correndo atrás, que não estamos só prometendo. As pessoas confiam e essa confiança é o maior legado que podemos ter como homem público”, afirmou.