Prefeito e assessores aguardam do lado de fora do gabinete enquanto guarda municipal vigia acesso para perícia — Divulgação/Amarildo Ricci
O incidente ocorrido na madrugada desta sexta-feira (16), quando a sede da Prefeitura de Dourados, que funciona no piso superior do CAM (Centro Administrativo Municipal), foi arrombada e do interior da Assecom (a assessoria de comunicação), que funciona há menos de 15 metros do gabinete do prefeito, foi levado um aparelho de computador modelo notebook, serviu para acender a luz amarela em relação à vulnerabilidade a que está submetido o prefeito da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul.
Mesmo com o sistema de vigilância permanente, que é feito pela Guarda Municipal, o invasor do CAM conseguiu passar pela rampa de acesso, que começa no pátio aberto do Centro Administrativo, rompeu a porta de blindex, uma segunda porta de acesso ao corredor e abriu a porta de madeira que liga à sala da assessoria de comunicação. Daí para a ante sala do prefeito seria só mais uma porta e estaria no gabinete.
Essa situação está provocando comentários os mais variados nas redes sociais, incluindo o grupo de servidores públicos do Município nos canais de WhatsApp. “Não foi um ‘larápio’ qualquer”, postou uma servidora do setor de saúde. O agravante dessa situação é que a Guarda Municipal confirmou que a equipe de plantão na noite de quinta (15) para esta sexta-feira não percebeu nenhuma movimentação estranha e a assessoria de comunicação informou que esses setores não dispunham, até agora, do serviço de videomonitoramento por câmeras.
“Se fosse nossa categoria, dos Vigilantes Patrimoniais, já teria [sido] instaurada a sindicância...”, abreviou um servidor dessa área, defendendo rigorosa apuração para se apurar responsabilidades nesse episódio. A perícia técnica da Polícia Civil foi chamada ao local para colher impressões digitais e tentar identificar como teria se dado a invasão do prédio onde funciona o poder principal da cidade.