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Racib diz que Alan dá tiro no pé e passa atestado de incompetência com lockdown

28 de maio 2021 - 19h36 Por Redação Douranews
Racib diz que Alan dá tiro no pé e passa atestado de incompetência com lockdown Racib encaminha ponderações ao prefeito, via chefe de Gabinete, antes da edição de decreto do lockdown — Divulgação

Ex-candidato a prefeito nas eleições de novembro do ano passado, profissional de saúde e empresário do ramo de restaurantes, o farmacêutico e bioquímico Racib Harb disse que o anúncio de um decreto instituindo lockdown por 14 dias em Dourados, feito na manhã desta sexta-feira (28) pelo prefeito Alan Guedes (PP), é “assinar o atestado de incompetência”.

“O tiro no pé foi dado e Dourados irá viver tempos de desordem social, mas ainda dá tempo de fazer algo para resolver e não prejudicar todos nós, afinal qualquer trabalho é essencial”, sugeriu Racib, em mensagem enviada ao chefe de Gabinete do prefeito, jornalista Alfredo Barbara Neto, o mesmo que está envolvido na denúncia feita pela vereadora Lia Nogueira de participar de ‘negociação’ com o prefeito, quando Guedes era presidente da Câmara e o jornalista apenas diretor do jornal DiárioMS, beneficiado com pagamentos superiores a R$ 800 mil a título de verba publicitária, entre 2019 e 2020.

O empresário defendeu uma proposta alternativa “para podermos trabalhar um pouco e sustentar nossa família”, a partir de protocolos de tratamento com medicamentos, aliado a instalação de um hospital de campanha até final do ano, com leitos de enfermaria e de UTI, parcerias com a sociedade, e coragem para colocar a mão na massa”.

Para isso, sugeriu, por exemplo, a abertura do comércio de forma escalonada, nos dias da semana, fechando aos sábados e domingos, divididos em categoria (tipo de vestuário, calçados, construção e outros), “onde cada um funcionária apenas pela manhã, ou a tarde, em dias alternados, com metade dos funcionários e atendimento sem aglomeração da porta pra fora”, mantendo a proibição da venda de bebidas, mas flexibilizando o comércio de bares e restaurantes [“os que mais sofreram até aqui, e que agora vão a óbito”, sentenciou] até às 23 horas com entregas e sem entregas depois desse horário.

“Não podemos fechar, vamos passar fome, e aumentará sua crise na volta pois não terá condições de administrar todos os problemas causados pelo lockdown, que, se resolvesse, em Dourados já teve vários e sem efeitos”, conclui a mensagem. Em resposta, Barbara prometeu encaminhar as demandas ao chefe.

Trabalhador permanece exposto ao vírus, protesta sindicato

 

pedro lima“Infelizmente, mais uma vez a classe comerciária não foi ouvida e, os comerciários que trabalham no ramo de alimentação, (mercados, supermercado, frutarias, etc), e que atendem a população como um todo, continuarão expostos ao vírus”, lamentou o presidente do Secod (o Sindicato dos Empregados no Comércio de Dourados), Pedro Lima, diante do anúncio feito pelo prefeito Alan Guedes (PP) de que esses segmentos vão permanecer funcionando durante o período do lockdown que começa neste domingo (30) em Dourados.

De acordo com o sindicalista, a categoria entende a necessidade de se manter esse setor aberto, entretanto, o mínimo que poderia ter sido feito pelo Poder Público municipal “é também determinar a redução do número de empregados, mantendo em, no máximo, 40% dos trabalhadores trabalhando no sistema de revezamento bem como determinar a redução da utilização e permanência de consumidores nesses espaços físicos em, no máximo 30%”.

Pedro Lima disse que, com essas medidas, o setor de alimentação poderia atender minimamente a população e, contribuir diminuindo o avanço da propagação desse vírus, com a fiscalização por parte dos organismos responsáveis. “Não podemos admitir que a culpa é dos municípios vizinhos, da licença né, será que não pode criar barreiras sanitárias nas entradas do município autorizando a entrada de pessoas de outros municipais vizinhos?”, indagou o dirigente. Bastaria uma solicitação médica, assinado por um médico desses locais, informando a necessidade urgente de atendimento médico, no caso das pessoas que vem ao socorro hospitalar na cidade.