das 79 cidades do MS 32 registraram focos de incêndios — Reprodução
A qualidade do ar em várias cidades de Mato Grosso do Sul tem piorado diariamente. A condição insalubre no estado é causada pelo acúmulo de queimadas na Bolívia, Paraguai, Pantanal e região Norte do Brasil. Moradores de vários municípios têm convivido há pelo menos cinco dias com uma densa névoa vinda dos incêndios.
Em Corumbá, cidade conhecida como "Capital do Pantanal", o ar está cerca de 25 vezes mais poluído que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os dados são monitorados pela empresa suíça IQAir. A situação deve piorar neste sábado (14). A previsão de alívio gradual é para domingo (15). Veja o antes e depois nas fotos abaixo.
Entre quarta e quinta-feira (11 e 12), das 79 cidades do estado, 32 registraram focos de incêndios nas últimas 48 horas. Ao todo, o estado tinha 454 pontos de calor ativos nas últimas 48 horas. No começo desta semana, todo o estado ficou encoberto pelas fumaças dos incêndios.
Em Mato Grosso do Sul, a empresa suíça IQAir monitora a qualidade do ar de seis diferentes cidades. Do total, apenas Aparecida do Taboado está em uma situação menos pior. A cidade tem registrado ar "insalubre para grupos sensíveis". Veja como está a situação nas outras cidades:
Campo Grande: Ar está insalubre, quase 20 vezes mais poluído do que o recomendado pela OMS;
Costa Rica: Ar está insalubre, quase 21 vezes mais poluído do que o recomendado pela OMS;
Dourados: Ar está insalubre, 19 vezes mais poluído do que o recomendado pela OMS;
Ponta Porã: Ar está insalubre, quase 19 vezes mais poluído do que o recomendado pela OMS;
Corumbá: Ar está insalubre, 25 vezes mais poluído do que o recomendado pela OMS.
A IQAir monitora a qualidade do ar em várias cidades do mundo por satélite. O estudo mede a concentração de partículas poluentes no ar. Essas partículas são oriundas de várias fontes, como queimas de combustíveis, queimadas e incêndios florestais. Em períodos de seca, há maior inserção de poluentes na camada baixa da atmosfera.
Em Corumbá, cidade com o pior nível no estado, os dados mostram que a concentração dessas partículas no ar está em 128,8µg/m³. O recomendado pela OMS é que a concentração fique entre 5 e 15µg/m³.