A 10ª Promotoria de Justiça da Comarca de Dourados intensificou a atuação diante do avanço dos casos de dengue, zika e chikungunya no município, especialmente após a decretação de estado de emergência em saúde pública pelo Poder Executivo municipal. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) acompanha de forma contínua as medidas adotadas para a prevenção e o controle dessas doenças transmitidas por mosquito.
A intensificação da atuação foi motivada pelo aumento expressivo de casos de chikungunya e pela ocorrência de óbitos, com foco inicial nas comunidades indígenas Jaguapiru e Bororó, onde foi identificado o início do surto. Diante da situação, o MPMS ampliou o acompanhamento do procedimento para incluir a fiscalização da gestão de resíduos sólidos nessas localidades, considerando o impacto direto do saneamento inadequado na proliferação dos vetores.
Nesse contexto, a 10ª Promotoria de Justiça oficiou a empresa responsável pela coleta, tratamento e destinação final dos resíduos sólidos domiciliares de Dourados. Em resposta, a empresa informou que a coleta nas comunidades indígenas é realizada de forma mecanizada, por meio de contêineres instalados em pontos estratégicos das aldeias, duas vezes por semana, às segundas e quartas-feiras, no período diurno. Segundo as informações prestadas, foram implantados 15 pontos de coleta, além de outros três já existentes.
A Secretaria Municipal de Saúde (SEMS) também foi formalmente notificada pelo MPMS, mas não apresentou resposta, o que motivou novas providências no âmbito do procedimento administrativo.
Para fortalecer a atuação conjunta no enfrentamento da crise sanitária, o MPMS determinou a realização de uma reunião interinstitucional, prevista para a segunda quinzena deste mês, na sede da 10ª Promotoria de Justiça de Dourados. Foram convocados representantes da empresa responsável pela coleta, o Secretário Municipal de Serviços Urbanos, o Procurador-Geral do Município, além de representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).
Como medida complementar, o MPMS também determinou a realização de vistoria in loco nas comunidades indígenas afetadas, com o objetivo de verificar a destinação adequada dos resíduos sólidos e identificar possíveis focos e criadouros do mosquito transmissor, assegurando a efetividade das ações de saneamento e controle epidemiológico.
Com essas medidas, o MPMS busca reduzir os riscos à saúde da população e conter o avanço das doenças em Dourados, especialmente em áreas que demandam atenção prioritária do poder público, conforme divulga por meio da assessoria de imprensa.


Promotoria pede ação intensa de limpeza para conter mosquito - (Foto: Divulgação)




