O ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Jorge Hage, afirmou nesta quinta-feira (17) que seus colegas de ministério lamentam o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento anunciado pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) na semana passada.
Com a intenção de mostrar ao mercado internacional sua disposição para conter a inflação e o descontrole das contas públicas, a presidente Dilma Rousseff fez o corte logo no começo de seu primeiro mandato. O valor é bem maior que o bloqueio de R$ 21,8 bilhões que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez no ano passado, o maior em seus oito anos de mandato.
Hagi afirmou no programa de rádio Bom Dia, Ministro que os ministros “entendem” a necessidade do corte, mas todos lamentam.
Cada ministro em cada área só tem a lamentar.
Ele afirmou que a medida não vai comprometer o número de fiscalizações que a CGU faz nas cidades do país.
Não haverá diminuição, entretanto, infelizmente, não poderemos ampliar a quantidade de cidades fiscalizadas.
O principal impacto da medida na CGU, disse ele, será a impossibilidade de fazer novos concursos. Ele lembrou o fato de muitos servidores estarem deixando o órgão para tentar trabalhar em outras carreiras públicas que pagam mais.
No máximo, conseguiremos a autorização neste ano para realizar o concurso no primeiro semestre do ano que vem.
Para economizar, o jeito será melhorar o processo de informatização da fiscalização.
O cruzamento de dados online pode dispensar a necessidade de funcionários estarem no local apurando in loco, o que resulta em economia.