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Economia

Gastos de brasileiros no exterior crescem 33%

25 de março 2011 - 15h36 Por Redação Douranews, com Reuters
Gastos de brasileiros no exterior crescem 33%

Os gastos dos brasileiros no exterior esfriaram entre janeiro e fevereiro, mas seguem a patamares mais históricos. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central, o montante que os turistas brasileiros gastaram fora do País chegou a US$ 1,3 bilhão, o maior valor para fevereiro da série histórica, iniciada em 1947. Em janeiro, o volume havia sido de US$ 1,7 bilhão, que representa o maior da história. Na comparação com fevereiro do ano passado, o crescimento foi de 33%.

A alta dos gastos do brasileiro fora do País pode ser atribuída à valorização do real frente ao dólar, que facilita as viagens internacionais e deixa os produtos precificados em dólar mais acessíveis ao turista.

No acumulado do ano, as despesas do turista brasileiro no exterior ficaram em US$ 3 bilhões, contra US$ 2,2 bilhões de igual período de 2010.

Na outra ponta da tabela, os gastos dos turistas estrangeiros no Brasil ficaram em US$ 572 milhões, acima dos US$ US$ 509 milhões de fevereiro do ano passado. No primeiro bimestre, o volume total deixado por  estrangeiros no Brasil foi é de US$ 1,1 bilhão.

Com o resultado dos gastos de brasileiros fora e dos estrangeiros aqui, a conta viagens internacionais encerrou os dois primeiros meses do ano com déficit de US$ 1,9 bilhão, acima do US$ 1,1 bilhão de igual período de 2010.

Ao todo, o item serviços - onde estão incluídas as despesas e receitas com viagens - fechou o bimestre deficitária em US$ 4,5 bilhões, segundo o Banco Central.

Balanço de pagamentos

O balanço de pagamentos – indicador que considera todas as operações do País com o exterior – encerrou o mês de fevereiro com superávit de US$ 9,6 bilhões. Já as transações correntes (que não incluem a conta financeira) fecharam o mês deficitárias em US$ 3,4 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses, o déficit das contas externas é de US$ 49,2 bilhões, o equivalente a 2,31% do PIB.

A conta financeira foi o diferencial do balanço de pagamentos, com o ingresso líquido de US$ 12,8 bilhões no mês. “Destacaram-se os ingressos líquidos de investimentos estrangeiros diretos, US$ 7,7 bilhões, e os retornos líquidos dos investimentos diretos brasileiros, US$ 2,1 bilhões”, disse o Banco Central.

Investimentos Estrangeiros

Importante medidor das contas externas do País, os investimentos estrangeiros diretos somaram US$ 7,7 bilhões em fevereiro. As entradas em participação no capital de empresas no País ficaram em US$ 5,7 bilhões, enquanto os empréstimos entre companhias foram de US$ 2 bilhões.

“Os investimentos estrangeiros em carteira apresentaram ingressos líquidos de US$ 1,1 bilhão no mês, ante US$ 3,4 bilhões em janeiro de 2011”, completou o BC.

A entrada de recursos em ações fecharam fevereiro em US$ 587 milhões, enquanto os títulos de renda fixa tiveram saída líquida de US$ 54 milhões no período.

Reservas internacionais

As reservas internacionais  que representam um colchão de segurança para o País em tempos de instabilidade global  chegaram a US$ 307,5 bilhões em fevereiro, um acréscimo de US$ 9,8 bilhões em relação ao volume de janeiro.

“No mês, a autoridade monetária comprou liquidamente US$ 9 bilhões no mercado doméstico de câmbio, US$ 973 milhões dos quais relativos a liquidações de contratos a termo. A receita com a remuneração das reservas totalizou US$527 milhões, enquanto as demais operações externas, concentradas em variações de preços e de paridades, elevaram o estoque em US$ 256 milhões”, informou o BC.