No primeiro trimestre, a alta está em 27% ante 2010, com 39,4 mil unidades. Nas projeções da MB Associados, o volume pode chegar a 181,5 mil caminhões até dezembro. As montadoras trabalham com números mais modestos, de até 170 mil. Só a Mercedes-Benz tem aportes de R$ 1,5 bilhão para o período 2010/2013, sendo que R$ 450 milhões serão gastos para adaptar a fábrica de Juiz de Fora, MG, para a produção de caminhões. A unidade antes montava automóveis para exportação.
A Mercedes também vai ampliar a capacidade da fábrica de São Bernardo do Campo, SP, de 65 mil caminhões para 80 mil até o fim do ano. Para dar conta dessa produção, deve iniciar um terceiro turno de trabalho na linha de montagem, o que demandará cerca de 500 contratações diretas e 150 indiretas, informou o presidente da Mercedes-Benz do Brasil, Jürgen Ziegler.
O Brasil já abriga dez fabricantes de caminhões, incluindo a NC2, joint venture (associação) formada pela Navistar e a Caterpillar que chegou ao País em 2010. Também fazem parte do grupo Ford, Volvo, Scania, Iveco, Agrale, International e Hyundai Caoa. O grupo chinês CNHTC (que tem 25% de suas ações com a MAN), iniciou vendas no Brasil por meio da Sinotruk, empresa do Paraná responsável pela importação. A General Motors tem intenção de voltar a produzir caminhões no país e o grupo holandês DAF manifestou interesse em uma fábrica local.