“A presença delas está atrelada ao aumento de seu poder aquisitivo e ao grande número de serviços e produtos na web voltados para seu interesse”, diz Eduardo Alberto, diretor da Maxihost.
Atraída pela comodidade e pela rapidez da internet, Adriana Moscato Fuzaro tornou-se uma consumidora fiel dos sites de ofertas e compras coletivas. A estudante universitária compra de produtos de beleza a jantares. “Toda semana, sem falta, aproveito alguma promoção”, afirma.
Para evitar cair em ciladas virtuais, Adriana busca sites conhecidos e referências das marcas nas redes sociais. “Mesmo com a segurança que os portais oferecem, é preciso tomar cuidado”, afirma. Apesar da preocupação com possíveis fraudes na web, ela vê muitas vantagens no e-commerce. “Pela internet é possível encontrar produtos exclusivos, conhecer restaurantes novos e conseguir descontos de, no mínimo, 50%”.
Pollyanne Marroques é outra consumidora adepta à moda dos sites de ofertas. Satisfeita com as facilidades das lojas virtuais, a blogueira recomenda as promoções que encontra na internet às suas leitoras. “Só não faço compras de supermercado porque ainda não é possível. Já comprei geladeira, aparelho de som, roupas e cosméticos nos sites”, afirma.
Elas também comandam
De tanto comprar e buscar ofertas na internet, Magda Melo Soares acabou tornando-se uma empresária do setor. Cliente assídua de sites de compras coletivas, Magda ainda trabalhava na indústria farmacêutica quando percebeu a dificuldade para encontrar ofertas na internet. Foi assim que surgiu o site Loucas por Descontos. “Queria acessar promoções voltadas ao público feminino em um único local, mas não conseguia. Como meu marido é programador e já tinha experiência com o portal Busca Descontos, identificamos a oportunidade e desenvolvemos o projeto”, afirma.
O Loucas por Descontos tem ofertas em todo o País e busca na segmentação uma alternativa para o disputado mercado online. Criado em janeiro deste ano, o site tem parceria com diversos grupos de compra coletiva e reune ofertas específicas para mulheres. Hoje, são mais de 120 mil usuários cadastrados que consomem principalmente serviços de beleza e saúde.
Outro site que identificou o potencial de mercado na segmentação para o público feminino foi o Magote. Lançado em novembro de 2010, o portal não tinha nenhuma oferta com direcionamento específico. Mas, o sucesso das promoções com foco nas mulheres fez com que Márcio Pascal, diretor e fundador do Magote, transformasse o negócio. “Quando as ofertas eram relacionadas às mulheres, vendíamos muito. Além disso, as consumidoras sempre nos mandavam e-mails pedindo mais opções de compra”, diz o empresário.
Com o aumento da procura, Pascal resolveu direcionar cerca de 90% das promoções para serviços de beleza, saúde e produtos de interesse feminino. O site já registra um faturamento mensal de aproximadamente R$ 500 mil e vende, em média, 200 cupons por dia. “A segmentação ocorreu naturalmente. Agora iremos mudar as cores, o logo e até o nome do site para completar a mudança”, afirma.