Com base no maior valor apurado para a cesta no período, de R$ 268,52, em São Paulo, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ter sido 4,14 vezes maior do que o piso vigente no Brasil, de R$ 545.
O valor é maior do que o apurado para março, quando o mínimo necessário foi estimado em R$ 2.247,94 (4,12 vezes o piso em vigor). Em abril de 2010, o Dieese calculava o valor necessário em R$ 2.257,52, ou 4,42 vezes o mínimo então em vigor, de R$ 510.
A instituição também informou que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em abril de 2011, o conjunto de bens essenciais diminuiu, na comparação com o mês anterior e com o mesmo período do ano passado. Na média das 17 cidades pesquisas pela instituição, o trabalhador que ganha salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 94 horas e 41 minutos para realizar a mesma compra que, em março, exigia a realização de 96 horas e 13 minutos. Em abril de 2010, a mesma compra necessitava o cumprimento de 98 horas e 44 minutos.