O Índice Nacional de Preços ao Consumidor ficou em 6,51 por cento nos 12 meses encerrados em abril, acima do teto da meta de inflação, que é de 6,50 por cento, pela primeira vez desde 2005. A meta definida pelo governo é de 4,5 por cento, mais ou menos dois pontos percentuais.
O governo está elevando juros, freando o crédito e cortando gastos em um esforço para conter a pressão dos preços. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse ontem no Rio de Janeiro que a instituição continuará ajustando “as condições monetárias” por período suficientemente prolongado para reduzir a inflação para o centro da meta no ano que vem.
Medidas pontuais e microeconômicas serão tomadas pelo governo de olho no controle da inflação, disse a pessoa. De acordo com ela, o Palácio do Planalto já admite que o IPCA ficará acima do teto da meta mais alguns meses este ano.
A redução de preços dos combustíveis em 6 por cento anunciada pela distribuidora da Petróleo Brasileiro SA é uma das decisões de governo para ajudar no combate à inflação, disse a fonte. Ainda de acordo com ela, a presidente Dilma pretende desindexar a economia dos contratos atrelados a índices de preços como o Índice Geral de Preços ao Mercado, o IGP-M. Estudos já estão sendo feitos dentro do governo, disse a pessoa.