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Homens ganham 24,1% a mais que as mulheres

25 de maio 2011 - 19h44 Por Redação Douranews, com Veja
Homens ganham 24,1% a mais que as mulheres
Os homens recebem remuneração 24,1% maior que as mulheres: 3,6 salários mínimos ao mês, em média, contra 2,9 salários pagos às mulheres. O número do Cadastro Central de Empresas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é referente a 2009 e foi divulgado nesta quarta-feira. De acordo com o levantamento, os homens representam 58,1%, ou 23,4 milhões, dos 40,2 milhões de funcionários cujas empresas em que trabalham são cadastradas no IBGE. A atividade de Construção Civil é a que possui maior proporção de trabalhadores do sexo masculino: 92,2%.

O maior desnível salarial não ocorre, porém, na comparação entre homens e mulheres, mas entre pessoas com e sem ensino superior.  Trabalhadores que completaram a faculdade recebem, em média, 225% a mais do que aqueles que pararam os estudos no ensino médio.

Do total de assalariados, 33,6 milhões não tinham nível superior (83,5%), contra apenas 6,6 milhões de pessoas com curso universitário (16,5%). No entanto, essa fatia de trabalhadores que concluíram a faculdade concentrou 310,6 bilhões de reais, ou 39,7% da massa salarial, enquanto os outros 471,3 bilhões de reais (60,3%) foram distribuídos entre os trabalhadores com menor escolaridade. Isso significa que aqueles que pararam de estudar no final do ensino médio ganhavam, em média, 2,4 salários mínimos em 2009, ante uma remuneração de 7,8 salários mínimos para trabalhadores com curso superior completo.

O salário médio mensal, em 2009, foi de 1.540,59 de reais - ou 3,3 salários mínimos. O IBGE analisou os dados das sociedades inscritas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) do Ministério da Fazenda, incluindo entidades empresariais, órgãos da administração pública e instituições privadas sem fins lucrativos. O levantamento foi conduzido com 4,8 milhões de empresas e organizações, que reuniam 40,2 milhões de assalariados, sendo que 23,4 milhões (58,1%) eram homens.

Desaceleração - O relatório do IBGE apontou ainda que o número de trabalhadores assalariados nas empresas cresceu 4,6% em 2009 na comparação com o ano anterior, o que representa uma desaceleração no ritmo da geração de empregos. Em 2008, o total de empregados havia subido 6,5%. Em 2007, a alta havia aumentado 9,1%. Ainda conforme os dados, as grandes empresas empregam 42,6% dos assalariados do país.