O anúncio oficial da aplicação da verba, segundo o político, será anunciado oficialmente em duas semanas pela presidente Dilma Roussef. O ministro explicou que no setor de produção de etanol e açúcar, as verbas serão destinadas para a renovação dos canaviais. “O setor vinha crescendo vertiginosamente entre os anos 2003 e 2007. A crise econômica de 2008 praticamente paralisou todos os investimentos e perdemos competitividade. Está aí o resultado”, disse Rossi, se referindo aos recentes problemas de mercado enfrentados pelo etanol (preço alto e demandas cada vez maiores em consequência da frota de carros flex).
“O Brasil desponta no mercado de energias limpas como o grande produtor. Não podemos esperar mais para ver se os investimentos retornam, é preciso agir e o governo vai acompanhar o desenvolvimento deste setor a partir de agora”, garantiu o ministro. Para ele, a transferência dos negócios de etanol e o controle da produção para Agência Nacional do Petróleo (ANP) garantirá ao produto brasileiro mais desenvolvimento. “Etanol é combustível e não pode ser tratado como outra categoria. A partir da ANP, teremos garantia de suprimentos para atender a demanda interna e estar prontos para as exportações”.
Investimentos
O ministro disse que a presidente Dilma Roussef quer incentivar os negócios energéticos brasileiros para estar preparada para a abertura do mercado norte-americano ao combustível. “Acreditamos que o presidente Obama anuncie, muito em breve, a queda das taxas sobre o etanol. Então, precisamos estar muito bem preparados, ou seria uma vergonha”.
Na pecuária, Wagner Rossi enfatizou que os investimentos serão destinados a pelo menos três setores: o de recuperação de solos de pastagens, pesquisas genéticas vegetais e incentivo à popularização da pecuária de elite. Dados do Mapa apontam para um desequilíbrio brutal entre o desenvolvimento da agricultura e da pecuária nos últimos 50 anos. Enquanto a primeira cresceu 800% no período, o crescimento da pecuária foi de 250%. “Mesmo com este gap , temos a melhor genética bovina do mundo”, afirmou Rossi. Mas o que ele quer é que todos os criadores de gado possam ter acesso a esta genética. “É importante que todos os pecuaristas tenham condições de ter este gado melhorado em seu pasto. Isso é agregar valor à cadeia”. A sustentabilidade na pecuária também foi citada pelo ministro, mas ele não deu maiores detalhes de como o governo irá incentivar o setor a buscar esta eficiência alimentar e ambiental.