As conversas entre Diniz, também acionista controlador do Pão de Açúcar, e representantes do Carrefour ainda estão em estágio preliminar e não estão perto de nenhum tipo de acordo, conforme uma das fontes, que falaram em condição de anonimato.
Possíveis cenários para uma fusão, incluindo um acordo de troca de ações, têm sido discutidos, afirmou outra fonte à Reuters. A família Diniz controla a maior varejista do país juntamente com o francês Casino --rival do Carrefour na França-- por meio de uma parceria de cerca de 12 anos.
Diniz iniciou as negociações após temores de que Wal-Mart e a varejista chilena Cencosud estariam interessadas em adquirir os ativos brasileiros do Carrefour, disse uma das fontes.
Representantes do Carrefour, Casino e Blue Capital, acionista-chave do Carrefour, se recusaram a comentar o assunto. O Pão de Açúcar, que não retornou imediatamente a um pedido de comentário, vem repetindo não ter contratado qualquer tipo de assessoria para estudar uma associação com o rival.
Um fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour no Brasil ajudaria a reduzir a fragmentação do setor varejista doméstico, 60 por cento dominado por dez grandes grupos. A associação também garantiria à empresa combinada uma fatia de 28 por cento do mercado e redução de custos de mais de 1 bilhão de dólares ao ano, de acordo com estimativa de analistas do Bank of America Merrill Lynch.
As conversas com o Carrefour ocorrem enquanto a família Diniz se prepara para discutir o exercício de opção do Casino para adquirir o controle total do Pão de Açúcar, que se torna válido em junho de 2012.