Luis Claudio Kubota, pesquisador do instituto, afirma que, na média, o setor de compras online emprega menos mão de obra qualificada que a indústria. "E-commerce não é passe de mágica. Para colocar um site de compras no ar é necessário toda uma retaguarda de tecnologia da informação para atender o usuário, além da questão logística", afirmou, em entrevista coletiva realizada em Brasília e transmitida pela internet.
A sondagem do Ipea mostra que, entre 2003 e 2008, o total de empresas que abriram canais de venda pela web passou de 1.305 para 4.818, o que corresponde a apenas 0,4% do total das companhias varejistas. A receita passou de R$ 2,4 bilhões para R$ 5,9 bilhões, aumento de 145%, mas ainda assim representa menos de 1% do total da receita do varejo brasileiro. "Esse processo de mudança está concentrado nas capitais e nas grandes cidades", disse Kubota.
O comércio não especializado - hipermercados, supermercados, lojas de departamentos e mercearias, entre outros - responde por 24,7% do total das vendas online e o de outros produtos em lojas especializadas, 73%. O restante se enquadra no comércio de produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%) e de tecidos, artigos de armarinho, vestuário e calçados (2,1%).