O indicador subiu 0,47 por cento, a menor leitura desde setembro, após alta de 0,77 por cento em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. O dado ficou exatamente em linha com a previsão de analistas ouvidos pela Reuters.
"Os transportes foram determinantes para a redução na taxa de crescimento do IPCA de abril para maio", destacou o IBGE em nota.
Os preços desse grupo tiveram queda de 0,24 por cento em maio, após a alta de 1,57 por cento em abril. O movimento deveu-se ao recuo de 0,35 por cento dos combustíveis, depois do salto de 6,53 por cento no mês anterior. O álcool despencou 11,34 por cento em maio, sendo o principal impacto para baixo no índice do mês, de 0,06 por cento.
Também contribuiu para a queda de Transportes a maior baixa dos preços de passagens aéreas, de automóveis novos e de usados.
"Com a entrada da safra, o etanol desabou e trouxe junto a gasolina", disse a economista do IBGE Eulina Nunes dos Santos. "Há também um efeito da demanda menor. Com preços mais altos, as pessoas evitam a compra."
Houve ainda desaceleração dos grupos Vestuário (que saiu de alta de 1,42 por cento em abril para 1,19 por cento em maio) e Saúde e cuidados pessoais (de 0,98 para 0,73 por cento).