Uma forte demanda internacional - especialmente na Ásia, onde vários países convivem com restrita disponibilidade e, por isso, preços internos elevados – deve elevar em 2,4% o comércio mundial de carnes. Aqui, porém, o maior crescimento previsto é o da carne suína (+5%), vindo a seguir a carne bovina (+1,9%) e, na terceira posição, as carnes avícolas (+1,6%). Ainda assim, o produto continuará representando 44% do volume transacionado internacionalmente, contra 29% da carne bovina, 24% da carne suína e apenas 3% da carne ovina.
Os baixos níveis de expansão, tanto na produção quanto no comércio internacional, irão se traduzir, claro, por uma estagnação no consumo per capita - o que, segundo a FAO, se deve aos preços relativamente elevados registrados no varejo. Mas, sob esse aspecto, não há privilegiados: a estagnação alcança igualmente países ricos (ou desenvolvidos) e países pobres (em desenvolvimento), com expansão mínima (+0,5%) nos últimos.
Em relação aos preços internacionais a FAO comenta que vêm apresentando aumento constante desde janeiro de 2011, tendo registrado expansão de 5% no primeiro trimestre – situação sustentada sobretudo pela carne suína, cujos preços registraram expansão da ordem de 10%. A forte demanda internacional combinada com limitada disponibilidade do produto deve garantir ainda maior firmeza de preços para os próximos meses.