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BRF ganha mais duas semanas para negociar com Cade

15 de junho 2011 - 16h47 Por Redação Douranews, com Reuters
BRF ganha mais duas semanas para negociar com Cade
A Brasil Foods (BRF) ganhou mais duas semanas para negociar um acordo e tentar convencer o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a aprovar a incorporação da Sadia pela Perdigão, que deu origem à empresa.

O conselheiro do Cade Ricardo Ruiz decidiu nesta quarta-feira adiar até a próxima sessão do conselho o julgamento do caso, atendendo a pedido da BRF. Como há feriado na próxima semana, a retomada do processo ficou para o dia 29 de junho, segundo a assessoria de imprensa do Cade.

Na semana passada, Ricardo Ruiz já havia pedido vista do processo após o relator do caso, Carlos Emmanuel Ragazzo, votar pela reprovação do negócio que criaria a maior exportadora mundial de aves.

Após o Cade ter postergado o julgamento nesta quarta, as ações da BRF ampliaram a alta na bolsa paulista. Mas por volta das 11h45 os papéis da companhia reduziam os ganhos, subindo 2 por cento, a 25 reais, contra queda de 0,4 por cento do Ibovespa. Na máxima até o horário, as ações da empresa chegaram a avançar 4,74 por cento.

"Teremos um pouco mais de tempo para tentar demonstrar para os demais conselheiros que pode existir uma solução negociada", declarou ao deixar o Cade o vice-presidente de Assuntos Corporativos da BRF, Wilson Mello.

A BRF considera que é prematuro falar em "remédios" para a aprovação da operação pelo Cade, como a eventual venda de ativou ou marcas, para reduzir a concentração de mercado.

"É muito prematuro falar sobre isso. Você tem agora que identificar com calma as preocupações. Uma vez identificadas, nós podemos buscar os remédios e as alternativas que podem fazer com que este caso tenha um desfecho de consenso", disse o executivo a jornalistas.

Segundo ele, a companhia agora terá mais tempo para demonstrar aos conselheiros do Cade que pode existir solução para o caso. A BRF, disse ele, acredita que todos os argumentos para a operação já estão colocados no processo do órgão antitruste.