A moeda norte-americana recuou 0,64 por cento nesta quinta-feira, a 1,562 real para venda, na menor cotação desde 1o de agosto de 2008. Abaixo desse nível, o dólar já teria fechado no menor patamar desde janeiro de 1999.
Em junho, o dólar acumulou baixa de 1,14 por cento. No ano, a queda é de 6,24 por cento.
Em relação a uma cesta com as principais divisas, o dólar caía 0,48 por cento, em reação ao voto favorável do Parlamento grego a medidas de austeridade que garantem a continuidade da ajuda internacional ao país. Sem o crédito externo, a Grécia enfrentava o risco iminente de um calote.
A queda do dólar para um dos menores níveis desde a adoção do câmbio flutuante foi influenciada também pela rolagem de contratos futuros e derivativos em vencimento.
Nos próximos seis meses, no entanto, alguns fatores no mercado internacional devem tornar mais difícil a valorização do real.
Para Marcelo Kfoury, economista-chefe do Citigroup no Brasil, o fim do programa de estímulo financeiro dos Estados Unidos e a perspectiva de uma queda das commodities tira combustível da queda do dólar. "Nossa projeção para o final do ano é de 1,60 (real)", disse.