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Dólar tem forte queda e volta à linha de R$ 1,55

07 de julho 2011 - 17h41 Por Redação Douranews, com G1
Dólar tem forte queda e volta à linha de R$ 1,55

Depois de dois dias de breve ajuste de alta, o dólar comercial apresenta firme movimento de baixa, voltando a se aproximar de mínimas não vistas desde 1999.

Por volta das 12h30, o dólar comercial apontava queda de 0,95%, a R$ 1,555 na venda, preço mínimo do dia.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para agosto também recuava 0,95%, a R$ 1,5635, próximo da mínima registrada a R$ 1,5625.

Os estímulos às vendas são variados. Pelo lado doméstico, os agentes reagem à notícia de que a presidente Dilma Rousseff, não teria autorizado novas medidas para conter a valorização do real. A matéria está na edição impressa do Valor de hoje.

Outra fator seria a percepção de que o Banco Central (BC) deve prolongar o ajuste de alta nos juros. Os contratos futuros sobem de forma consistente na BM&F, após o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho marcar avanço de 0,15%, acima do previsto pelos investidores. Ainda nos juros, o leilão de títulos do Tesouro também teria relação com o aumento de prêmio.

Pelo lado externo, outras moedas emergentes, como o dólar australiano, também ganham da divisa americana. A valorização das matérias-primas também dá respaldo à compra de reais, pois o país obtém mais dólares com as exportações. O índice matérias-primas CRB ganhava 1,41% e o barril de WTI se valorizava 1,53%, a US$ 98,19.

O tom positivo do dia favorece os ativos de risco. Nos Estados Unidos, a ADP, empresa que processa folhas de pagamento, mostrou que o setor privado abriu 157 mil postos de trabalho em junho, o dobro do previsto.

No câmbio externo, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, opera estável, apontando leve baixa de 0,06%. Já o euro reverteu perdas e ganhava 0,29%, a US$ 1,436.

Conforme o previsto, o Banco Central Europeu (BCE) subiu o juro básico da região em 0,25 ponto percentual, para 1,5% ao ano. Os agentes também receberam bem a fala do presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, que sinalizou apoio total aos países endividados da região.