Uma menor produção de etanol significa maior consumo de gasolina no mercado brasileiro por conta da frota bicombustível, que pode rodar com etanol e/ou gasolina. "(Havendo a quebra) É quase certo (a importação)", disse o executivo.
Caso a nova importação se confirme, seria a terceira remessa somente este ano. A estatal já teve que importar este ano um volume total de 2,5 milhões de barris de gasolina, o equivalente a cerca de seis dias de consumo.
"A gente acompanha isso mês a mês, semana a semana, dia a dia. Projetamos toda semana a previsão de demanda e de oferta, e o estoque. Se baixar muito, é preciso fazer uma importação", declarou Costa.
Nesta semana, a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) reduziu a sua estimativa para a produção de etanol em 3 bilhões de litros, para 22,5 bilhões de litros, considerando problemas climáticos e também investimentos reduzidos na renovação dos canaviais.
A Unica representa as usinas do centro-sul do Brasil, que respondem por cerca de 90 por cento da safra nacional de cana.