Por volta das 13 horas, o dólar comercial recuava 0,19%, a R$ 1,552 na venda, menor cotação desde 18 de janeiro de 1999, quando a moeda encerrou a R$ 1,5384. Na semana, o preço do dólar já recuou 1,60%.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para agosto tinha baixa de 0,06%, a R$ 1,555. Segundo operadores, segue uma briga acirrada na linha de R$ 1,555, que se perdida poderia levar a moeda a R$ 1,54.
Outro assunto recorrente entre os operadores é a preocupação com alguma medida do governo para conter o fortalecimento do real. A formação de preço por aqui está alheia ao câmbio externo, onde o dia é de ajuste de alta do dólar e de queda na cotação do euro. O movimento tem viés técnico, já que a quinta-feira foi de euforia com o euro depois que foi acertado um novo plano para resgatar a Grécia.
Há pouco, a moeda comum caía 0,38%, a US$ 1,436, enquanto o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, subia 0,22% a 74,18 pontos. De volta à Europa, a agência de classificação de risco Fitch já se manifestou sobre o plano grego, que prevê corte de juros, alongamento de prazos e participação voluntária de credores privados. A agência anunciou que a Grécia será classifica como "default restrito" (restricted default, em inglês), pois os credores vão assumir parte dos custos. "A proposta de troca de dívida assume uma perda de valor de 20% para os bancos e outros detentores de papéis gregos", disse a agência.
Além dessa avaliação da Fitch, alguns analistas internacionais lembram, hoje, que o euro segue com problemas estruturais, já que o lançamento do plano não é garantia de que a Grécia vai conseguir entregar o que promete. Fora isso, os problemas de endividamento em outros países, como Irlanda e Portugal, continuam existindo.