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Economia

Medidas duras provocam maior alta do dólar em um ano - 1,35%

27 de julho 2011 - 21h40 Por Redação Douranews, com Reuters
Medidas duras provocam maior alta do dólar em um ano - 1,35%
Medidas mais duras do governo para frear a queda do dólar surtiram efeito nesta quarta-feira, intensificando um movimento global de recuperação da moeda e interrompendo uma série de seis baixas seguidas.

O dólar à vista fechou em alta de 1,35 por cento, a 1,5595 real para venda. É a maior valorização diária desde 29 de junho de 2010.

A alta tirava o dólar das mínimas em mais de 12 anos. Na terça, a taxa de câmbio fechou a 1,5388 real.

A valorização do dólar foi mais intensa no Brasil do que em outros países. Em relação a uma cesta com as principais moedas, o dólar subia 0,81 por cento, devolvendo parte da queda dos últimos dias mas ainda mostrando volatilidade por causa da preocupação com a dívida norte-americana.

O mercado local reagiu à imposição de um imposto de 1 por cento sobre operações com derivativos cambiais que resultem em um aumento das posições líquidas vendidas. Uma fonte do governo já havia mencionado à Reuters há duas semanas que uma ação nos derivativos cambiais estava sendo preparada.

"As medidas cambiais anunciadas pelo governo devem, no curtíssimo prazo, reduzir drasticamente a componente especulativa da apreciação do real frente ao dólar", afirmou Luciano Rostagno, estrategista-chefe da CM Capital Markets.

O novo imposto sobre derivativos afeta principalmente as posições vendidas dos estrangeiros na BM&FBovespa, que chegaram ao recorde de quase 25 bilhões de dólares em contratos futuros e de cupom cambial (DDI). Essas posições podem servir tanto como uma proteção quanto como uma aposta na queda do dólar.

A liquidez no mercado de câmbio diminuiu, especialmente no começo do pregão, enquanto os operadores analisavam as medidas. Mas, no fim do dia, o volume de contratos negociados no mercado futuro já estava dentro da média recente, com 321 mil papéis negociados no vencimento mais curto até as 16h40.