O presidente do Ceise Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustível), Adézio Marques, lamentou a saída de Wagner Rossi do Ministério da Agricultura, elogiou a atuação dele à frente da pasta e considerou que Rossi apoiou significativamente toda a cadeia produtiva sucroenergética.
“Ele estabeleceu um contato direto, não apenas com os produtores de açúcar, etanol e bioeletricidade, mas também com os fornecedores de cana e os fabricantes de máquinas, equipamentos, bens de capital, insumos, serviços e tecnologia. Ou seja, abriu espaço e manteve um diálogo de alto nível com toda a cadeia produtiva sucroenergética”, enalteceu Adézio Marques.
O presidente do Ceise Br também elogiou a equipe que acompanhou Wagner Rossi no Ministério da Agricultura, “notadamente o secretário de Produção e Agroenergia Manoel Bertone e o diretor do Departamento de Cana-de-Açúcar e Agroenergia Silvio Borsari Filho”.
Adézio Marques já encaminhou mensagem à presidente Dilma Rousseff e ao vice Michel Temer, sugerindo que toda a equipe responsável pelas políticas públicas focadas na agroenergia e biocombustíveis que acompanhou Wagner Rossi, permaneça no Ministério para que importantes projetos, de retomada dos investimentos no setor, não sofram processo de continuidade.
O Governo Federal tem sinalizado com um pacote de medidas para este processo de retomada que vai exigir cerca de R$ 90 bilhões de investimentos na construção de novas 15 usinas/ano, com capacidade de produção entre 3 a 4 milhões de toneladas de cana. Desde fevereiro que o Ceise Br e lideranças da Força Sindical discutem com o Governo federal a retomada dos investimentos na cadeia produtiva sucroenergética.
“Além do que, estamos terminando uma safra problemática que além de mais curta, por falta de matéria-prima, provocou uma ociosidade de cerca de 100 milhões de toneladas de cana nas usinas”, enfatizou Adézio Marques.