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Desemprego em agosto é o menor desde 2002, diz IBGE

22 de setembro 2011 - 14h27 Por Redação Douranews, com Uol
Desemprego em agosto é o menor desde 2002, diz IBGE

O desemprego brasileiro ficou em 6% em agosto, a mesma taxa de julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (22).

É a menor taxa desde dezembro e a menor leitura para um mês de agosto desde o início da série histórica, em 2002.

O desemprego vem em uma tendência de estabilidade desde o começo do ano. "O mercado de trabalho está andando a passos curtos. Não houve um estímulo para o mercado contratar mais", disse o coordenador da pesquisa mensal de emprego, Cimar Azeredo.

Para ele, o estímulo seria uma maior confiança do investidor para expandir seus negócios e abrir vagas.

"É preciso uma confiança maior no cenário interno e externo. A ocupação e a desocupação melhoram, mas as variações não foram significativas estatisticamente. O mercado de trabalho não variou de um mês para o outro", declara.

O número de trabalhadores ocupados totalizou 22,623 milhões, alta de 0,7% na comparação com julho e de 2,2% em relação a agosto de 2010.

A população desocupada somou 1,440 milhão, queda mês a mês de 0,3% e recuo anual de 10%.

O rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 1.629,40, alta de 0,5% sobre julho e de 3,2% ante o ano passado.

Pesquisas diferentes

Diferentes levantamentos medem o desemprego no país. Os números do IBGE, por exemplo, são bem menores que os do Dieese/Seade.

As divergências ocorrem por causa das metodologias diferentes adotadas. A principal delas é que o IBGE mede apenas o desemprego aberto, ou seja, quem procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa e não exerceu nenhum tipo de trabalho -remunerado ou não- nos últimos sete dias.

Quem não procurou emprego ou fez algum bico na semana anterior à pesquisa não conta como desempregado para o IBGE.

O Seade/Dieese também consideram o desemprego oculto pelo trabalho precário (pessoas que realizaram algum tipo de atividade nos 30 dias anteriores à pesquisa e buscaram emprego nos últimos 12 meses) e o desemprego oculto pelo desalento (quem não trabalhou nem procurou trabalho nos últimos 30 dias, mas tentou nos últimos 12 meses).