Segundo operadores, além de melhores expectativas sobre a zona do euro e a economia global, a alta reflete o fato de investidores estrangeiros continuarem trazendo recursos para o mercado local. "Os investidores estão aproveitando esse espacinho de otimismo para voltar ao mercado", afirmou o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.
Na primeira semana de outubro, o fluxo cambial --entrada e saída de moeda estrangeira no país-- ficou positivo em 3,458 bilhões de dólares, bem acima dos 400 milhões de dólares vistos na última semana de setembro, informou o Banco Central (BC) na quinta-feira.
Com a queda nesta sexta-feira, o dólar aproximou-se do patamar de meados de setembro, quando o BC parou de atuar no mercado à vista comprando a moeda norte-americana. A última intervenção desse tipo foi no dia 14 de setembro, quando o dólar fechou a 1,7230 real.
No dia 22 de setembro, com a disparada do câmbio, o BC fez leilão de swap cambial tradicional --que, na prática, equivale a uma venda de dólares no mercado futuro. Desde o dia 5, incluindo esta sexta-feira, a autoridade monetária não atua.
"O mercado está na expectativa para ver quando o BC pode voltar a atuar no mercado", acrescentou Galhardo.