Os números foram levantados pelo Sebrae a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. O ministério considera como micro e pequena empresa aquelas que possuem um quadro de funcionários de, no máximo, 49 empregados, nos setores de comércio e serviços, e 99 trabalhadores no setor industrial.
Em setembro, o setor de serviços e o comércio foram os que mais contrataram. As MPE de serviços empregaram 61,8 mil pessoas apenas no mês passado. As de comércio contrataram 39,5 mil. As micro e pequenas indústrias de transformação geraram 22,3 mil vagas. As outras sete mil contratações foram feitas pelos setores de construção civil, indústria extrativa mineral, serviços industriais de utilidade pública e pela administração pública. As pequenas propriedades rurais fecharam 4,4 mil postos de trabalho no mês.
As oportunidades geradas em 2011 beneficiaram a ex-professora Ana Lúcia Berg, de 42 anos. Após nove anos sem trabalhar, Ana Lúcia decidiu retornar ao mercado de trabalho quando os filhos cresceram. Mas a volta não foi fácil. Ela precisou procurar por um ano e meio até conseguir uma oportunidade. Hoje trabalha como vendedora em uma loja de brinquedos educativos em Brasília (DF). "Foi difícil voltar a trabalhar, mas agora estou muito feliz. Meu salário tem ajudado na renda da família", conta.
A expectativa é que até o fim do ano as contratações continuem crescendo em função do aquecimento do comércio com a proximidade do Natal. A Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem) estima que o comércio abra 147 mil vagas temporárias até o Natal. A previsão é que 29% desses trabalhadores sejam efetivados no emprego após as datas comemorativas. As empresas de comércio representam 52% do total de micro e pequenos negócios brasileiros.