Leituras de índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) divulgados nesta segunda-feira serviram para ressaltar os motivos que levam os líderes da Europa a se esforçarem para acertar medidas substanciais e duradouras para conter uma crise da dívida soberana que levou a atividade empresarial do bloco a um segundo mês de queda em outubro.
A cúpula da União Europeia (UE) no fim de semana mostrou algum progresso no sentido de impulsionar o fundo de resgate da zona do euro e a recapitalização dos bancos, mas essas medidas podem vir tarde demais para evitar uma segunda recessão em quatro anos.
O índice Markit para gerentes de compras da zona do euro, que mede a atividade empresarial de milhares de fabricantes e companhias do setor de serviços, caiu para 47,2 neste mês, ante leitura anterior de 49,1 --pouco abaixo da marca de 50, que divide crescimento de contração.
O número ficou abaixo da estimativa de 19 economistas consultados pela Reuters, que previam leitura de 48,8. A empresa de pesquisa Markit, que fez o levantamento, informou que o dado é consistente com um declínio trimestral de 0,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
"No todo, esse é um relatório muito fraco, destacando o fato de que a zona euro está voltando novamente à recessão", disse o economista-chefe do ING Financial Markets da zona do euro, Peter Vanden Houte.
"É pouco provável que o progresso a passos de tartaruga na resolução da crise de dívida europeia altere esse quadro em breve".