O presidente da Fiems, Sérgio Longen, defendeu, nesta segunda-feira (28), a redução da taxa básica de juros de 11,5% para 10% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que está programada para esta quarta-feira (30). “No momento atual, a economia precisa de estímulo ao consumo, pois já há sinais fortes de retração, principalmente, nas indústrias”, avaliou.
Para Sérgio Longen, caso o Governo Federal não adote medidas urgentes, o risco de recessão na economia brasileira é muito grande. “O setor industrial defende políticas fiscais competitivas em conjunto com a redução gradual da taxa Selic”, pontuou. Ele exemplifica que o atual cenário na Europa é resultado de uma economia que não privilegiou a produção e hoje todas os países temem o reflexo europeu em suas economias.
No entanto, o Banco Central já sinalizou que não deve aumentar o tamanho dos cortes na taxa de juros, que caiu 0,5 ponto percentual nas duas últimas reuniões do Copom. A posição do BC ocorre no momento em que crescem as apostas no mercado financeiro de cortes maiores nos juros na última reunião do Copom neste ano. A avaliação é que diante do risco de desaceleração mais forte da economia, reduções nos juros são o principal instrumento do Governo para tentar reverter o quadro e, portanto, o BC poderia ousar mais.