Segundo Tombini, a redução da inflação no país é um processo que está em curso. O presidente do BC voltou a enfatizar que o efeito das alterações na taxa básica de juros, a Selic, é defasado e cumulativo. “As medias adotadas foram mais sentidas no terceiro trimestre. Primeiro afeta as condições da economia e, em segundo momento, a inflação”, explicou.
A taxa Selic foi elevada, no total, em 1,75 ponto percentual, nas reuniões de janeiro a julho do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Já em agosto, outubro e novembro, o comitê decidiu reduzir a taxa em 0,5 ponto percentual, em cada reunião.
Na audiência, Tombini lembrou que houve adequação nas medidas macroprudenciais (restrição ao crédito), mas foi mantido o foco na redução de riscos à economia e ao sistema financeiro.
Tombini destacou ainda que “a situação fiscal forte” ajuda o Brasil a enfrentar “tempos complexos” (crise econômica externa). Além disso, ele citou que o país conta com colchões de liquidez em reais e em moeda estrangeira, o que também dá ao Brasil capacidade de reação em um cenário de maior turbulência externa.