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Economia

BC prevê déficit e dívida menores da história em 2012

28 de dezembro 2011 - 20h38 Por Redação Douranews, com Reuters
BC prevê déficit e dívida menores da história em 2012
O Banco Central (BC) estima que o déficit nominal e a relação entre a dívida líquida e o Produto Interno Bruto (PIB) devem fechar 2012 com os menores percentuais da série histórica da autoridade monetária. Mas isso vai depender de o governo federal cumprir o rigor fiscal prometido, abrindo caminho para a taxa básica de juros (Selic) continuar caindo de maneira moderada.

A Selic está em 11 por cento ao ano e as projeções do mercado são de que ela termine 2012 em 9,50 por cento, de acordo com o Relatório Focus divulgado pelo BC na última segunda-feira.

A relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB brasileiro deve fechar o ano de 2011 em 36,6 por cento, que já é o menor percentual da série histórica do BC, iniciada em 2001. A proporção deve cair ainda mais, para 35,7 por cento do PIB em 2012, segundo projeção divulgada nesta quarta-feira pelo diretor do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel.

O BC também estima déficit nominal em 2012 de 1,2 por cento do PIB, que seria o menor já registrado, disse Maciel, representando uma queda de 1,3 ponto contra a previsão de 2,5 por cento de fechamento em 2011. O recorde anterior de baixa havia sido registrado em 2008, quando o déficit nominal ficou em 2,04 por cento do PIB.

O Banco Central projeta ainda que a apropriação de juros fechará este ano em 5,6 por cento e em 2012 cairá para 4,3 por cento do PIB.

Para que esses números sejam alcançados, o governo federal precisa cumprir a meta cheia de superávit primário, projetada em 139,8 bilhões de reais, sem descontar valores investidos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Além disso, os gastos de custeio, sobretudo com pessoal, não devem ter elevação descontrolada.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem reiterado que o ano que vem continuará sendo de aperto fiscal, para que o BC continue tendo espaço para reduzir a taxa Selic, hoje em 11 por cento ao ano. Esse esforço deve-se à uma tentativa do governo de aproveitar a crise internacional para reduzir o custo de financiamento.

O problema é que ainda rondam incertezas dentro do governo sobre o tamanho da crise internacional.