O presidente da Fiems, Sérgio Longen, apresentou ontem (25) ao secretário nacional de política de transporte do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato, o Projeto Centro-Oeste Competitivo, durante reunião na Expo-MS Industrial 2012, realizada no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, em Campo Grande (MS).
O Projeto, lançado na feira da indústria, consiste na elaboração do planejamento estratégico de infraestrutura de transporte e logística de cargas dos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Groso, Goiás e Distrito Federal.
Na oportunidade, Sérgio Longen explicou a Marcelo Perrupato que a Fiems, com apoio da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e CNA (Confederação Nacional da Agricultura), contratou a empresa Macrologística para a elaboração do Projeto. “A intenção é que, até 2013, já tenhamos mapeado em todo o País as oportunidades de parcerias público-privadas (PPPs) na questão de logística de transporte. Hoje, temos diversos gargalos nesse ponto e que podem ser minimizados e até solucionados com as PPPs”, pontuou.
O secretário nacional garantiu que o projeto será analisado pela equipe do Ministério dos Transportes e dentro de 60 dias deve retornar a Mato Grosso do Sul para apresentar o resultado. “No entanto, já foi possível perceber que uma boa parte dos investimentos sugeridos faz parte da carteira do PNLT (Plano Nacional de Logística e Transporte), que, por sua vez, já orientou o PPA (Plano Plurianual de Investimentos)”, acrescentou, ressaltando que, desde que foi instituído, o PNLT obteve o apoio das Federações das Indústrias.
Crescimento
Marcelo Perrupato reforça que vem acompanhando o desenvolvimento de todas as regiões brasileiras e ficou muito claro que o Centro-Oeste está crescendo fortemente em termos de produção, exigindo uma reestruturação de toda a logística de transporte do País para gerar alternativa de escoamento pelo Norte, que é muito mais próximo dos Estados Unidos e dos países europeus, que são os grandes consumidores da nossa produção.
“Além disso, por meio do Canal do Panamá, também poderemos chegar ao mercado asiático, que tem sido o grande propulsor da alta demanda que o Brasil está experimentando, principalmente, na soja e mineração. Ou seja, parte do crescimento econômico do Brasil está justificada pelo enorme esforço de crescimento que essa região está apresentando. Lamentavelmente, não temos uma infraestrutura logística capaz de aumentar a competitividade da produção dessa região”, analisou o secretário.