De acordo com Meneghetti, que se encontrou com o ministro interino da Fazenda, Nelson Barbosa, na manhã de hoje, Fenabrave e Anfavea têm que permanecer juntos, pois esta é uma união que vem apresentando resultados.
De acordo com o executivo, até maio, as vendas do setor vinham apresentando queda (-1,5%). Em julho, conforme dados da Fenabrave, as vendas subiram 1,5%. "Com isso, deixamos de projetar uma queda e passamos a prever crescimento de 3% a 4% em 2012 para os veículos", informou.
Estes números foram apresentados a Barbosa, justamente para argumentar a necessidade do setor em relação à desoneração do IPI. O presidente da Fenabrave disse que a solicitação foi feita, mas que não se falou em prazos.
'GM é caso pontual'
Durante essa semana, o governo intermediou as negociações entre sindicalistas e a GM de São José dos Campos, por meio do secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, Manoel Messias. Há a preocupação de que a montadora demita mais de 1.500 empregados. Uma nova reunião foi marcada para o dia 4 de agosto.
O governo cobra a GM sobre as demissões e, de Londres, a presidente Dilma Rousseff advertiu que os incentivos que dá a diferentes setores, como as montadoras, precisam ser acompanhados por um compromisso de criação de empregos.
"Não posso responder pela indústria, mas creio que é um caso pontual e acredito que as montadoras vão ter bom senso para rever sua posição", afirmou Meneghetti, após sair da reunião com Barbosa.
Novas medidas
Na reunião, Meneghetti pediu ainda que o governo libere uma nova tranche de compulsórios carimbados para ofertar exclusivamente crédito para motocicletas. Para ele, seria suficiente um montante equivalente a 10% do que o que foi direcionado para o setor de veículos. Em maio, o governo liberou R$ 18 bilhões para a concessão de crédito ao segmento automotivo. "10% deste valor para motos é um volume considerável", avaliou.
De acordo com Meneghetti, a cada 100 pedidos de crédito para aquisição de motos, apenas 10% são aprovados. A marca, segundo o presidente da Fenabrave, já foi de 30%. "As motocicletas estão com mais dificuldade e sofrem mais do que os demais segmentos com o acesso ao crédito", afirmou.
O executivo ressaltou que a liberação do compulsório representaria um funding mais barato para o consumidor. Segundo ele, o pedido foi bem recebido. "O ministro Barbosa disse que vai falar com Tombini sobre o assunto", disse.