Além disso, no mesmo período, os bancos contrataram 23.336 empregados e desligaram 20.986. No entanto, o salário médio dos que foram admitidos foi de R$ 2.708,70 e o dos demitidos de R$ 4.193,22, uma redução de 35,40%.
Os dados são da 14ª edição da Pesquisa de Emprego Bancário, realizada trimestralmente pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
A pesquisa mostra ainda que a rotatividade no setor bancário tem sido maior do que 7% ao ano. O presidente do Contraf-Cut, Carlos Cordeiro, ressaltou que a rotatividade existe em todos os setores, mas nos bancos “é evidente” que esteja sendo usada para reduzir os salários, já que a diferença entre a remuneração do trabalhador demitido para o novo contratado é de 35,4%.
“Estamos muito preocupados com esses dados. Por isso, há duas semanas, entregamos o estudo para o Ministério do Trabalho e Emprego. No setor público, esses números são menores, mas no privado os bancos estão usando esse recurso para reduzir custos e ampliar lucros”, disse Cordeiro.
Segundo os dados, as vagas abertas no primeiro semestre representam uma expansão de 0,46% no emprego bancário. Comparado com os empregos gerados em todos os setores, isso indica que os bancos contribuíram com 0,22% do total.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) foi procurada para comentar a pesquisa, mas até o momento em que a matéria foi publicada não havia respondido.