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Brasileiros iniciam 2013 menos endividados, diz pesquisa

12 de janeiro 2013 - 10h45 Por Redação Douranews
Brasileiros iniciam 2013 menos endividados, diz pesquisa

Os brasileiros estão menos endividados neste início de ano. Os dados constam da pesquisa nacional Perfil Econômico do Consumidor (PEC) feita pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) e o Instituto Ipsos com mil entrevistados em 70 cidades, incluindo nove regiões metropolitanas. A pesquisa foi divulgada hoje (11), no Rio.

“O cenário mais crítico para a inadimplência já está superado”, disse à Agência Brasil o economista da Fecomércio-RJ, Paulo Padilha. Ele esclareceu que apesar da desaceleração da economia observada no ano passado, com crescimento mais moderado do que o previsto no final de 2011, os fundamentos da economia se mantiveram sólidos. “A gente continua com a taxa de desemprego em patamares historicamente baixos, a renda continua se comportando bem”.

Se no primeiro semestre do ano passado, a inadimplência subiu, a partir do segundo semestre, os consumidores aproveitaram o cenário favorável para trocar dívidas. Houve retomada do movimento de aceleração da massa salarial e melhoria das condições de crédito, proporcionada pela ação do governo de "forçar" a redução da taxa básica de juros Selic, disse.

De acordo com a sondagem, 40% dos brasileiros pagavam algum tipo de parcelamento em dezembro, mostrando redução em comparação aos anos anteriores. A taxa de inadimplência alcançou 12% em dezembro de 2012, com queda de 10 pontos percentuais em relação a 2010, quando atingiu 22%. O índice revelado pela pesquisa é o menor para o mês de dezembro da série histórica iniciada há quatro anos, informou o economista.

Para o primeiro semestre de 2013, a única preocupação é a inflação, acrescentou. Os economistas da Fecomércio-RJ projetam variação para a inflação, em 2013, entre 5,6% e 5,7%, contra os 5,84% apurados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o ano passado.

Em termos macroeconômicos, Padilha citou entre os pontos positivos para 2013 a disposição do governo em atacar questões estruturais, além da desoneração da folha de pagamento. “Conseguindo controlar a inflação, com o governo gastando de forma mais eficiente, eu vejo um cenário um pouco melhor para 2013”.