O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) informou nesta quinta-feira (24), por meio da ata da última reunião, quando a taxa básica de juros foi mantida estável em 7,25% ao ano, que espera um reajuste de 5% no preço da gasolina neste ano. O BC não informou, porém, quando esse reajuste poderá ser aplicado.
O valor citado pelo Copom ficou abaixo dos 7% de aumento que o Ministério da Fazenda informou considerar "plausível". A declaração foi dada na última semana pelo secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antonio Henrique da Silveira.
O aumento para a gasolina, no decorrer deste ano, já havia sido confirmado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também é presidente do Conselho de Administração da Petrobras, em dezembro de 2012, antecipando essa tendência, embora sem definir percentuais.
O último aumento no preços dos combustíveis foi anunciado no fim de junho de 2012, quando a gasolina teve aumento de 7,83%, e o diesel, de 3,94%. Entretanto, o Ministério da Fazenda isentou a comercialização destes combustíveis da cobrança da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico).
Como a Cide já está zerada, um eventual novo reajuste seria necessariamente repassado para os preços ao consumidor. Em outubro do ano passado, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou que esse aumento não tem um prazo para acontecer.