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Governo paga mais caro para fazer novas cédulas de real

16 de março 2013 - 14h40 Por Redação Douranews
Governo paga mais caro para fazer novas cédulas de real

Mico-leão-dourado, arara, tartaruga marinha, onça-pintada. Apesar de mudar algumas de suas caracterísiticas, o real segue com os mesmos representantes de cada cédula. Entretanto, o seu valor de fabricação aumentou. As melhores tecnologias usadas na impressão das novas notas, que entraram em circulação neste ano, se tornaram 27% mais caras do que as versões anteriores.

Fabricar dinheiro também requer uma quantia de dinheiro. O orçamento para a fabricação é fornecido pelo Governo Federal, e a impressão é feita pela Casa da Moeda. O BC (Banco Central) garante que ela é a única autorizada a fazer este trabalho. Segundo informações da instituição, o custo para a fabricação por milheiro de notas de R$ 10 da primeira família era de R$ 145,82, enquanto para fazer as novas do mesmo valor foram gastos R$ 182,29. As cédulas de R$ 50 e R$ 100 são as mais caras. Ambas custavam R$ 180,48 para a Casa da Moeda. A partir de 2010, quando foi feito seu lançamento, o milheiro de R$ 50 aumentou para R$ 238,27, e o de R$ 100, para R$ 247,51. Segundo o Banco Central, o preço da fabricação varia de acordo com o valor da cédula devido aos diferentes elementos de segurança e ao tamanho.

As moedas também sofreram algumas alterações com o passar dos anos. A de R$ 1, por exemplo, antes feita de aço inox, passou a ter parte de sua composição em cuproníquel e aço revestido de bronze. A partir de junho de 2002, o BC colocou moedas de R$ 0,50 e R$ 1 real em circulação, cada uma com pequenas modificações. A instituição procurou novas alternativas devido ao alto custo dos materiais usados até então. Segundo dados do BC do início do ano, hoje, na fabricação de cada uma são gastos, respectivamente, R$ 0,31 e R$ 0,39. A mais barata é a de R$ 0,01, que sai a R$ 0,16 cada uma.