Os poços da petroleira OGX, de Eike Batista, atualmente em operação no campo de Tubarão Azul (que engloba Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia), na Bacia de Campos (RJ), não terão sua produção aumentada e existe a possibilidade de que parem de produzir ao longo de 2014, informou nesta segunda-feira a empresa, em comunicado ao mercado.
Em decorrência do corte parcial das operações no local, a OGX deverá receber imediatamente US$ 449 milhões (cerca de R$ 989 milhões); 70% desse valor será empregado pagamento de custos de construção de parte do sistema.
Segundo comunicado, a empresa concluiu uma análise detalhada do comportamento de cada um dos três poços de produção do campo de Tubarão Azul e percebeu que "não existe, no momento, tecnologia capaz de viabilizar economicamente qualquer investimento adicional nesse Campo visando aumentar o seu perfil de produção e os poços atualmente em operação poderão cessar de produzir ao longo do ano de 2014".A empresa ressaltou ainda que submeterá a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) uma revisão do plano de desenvolvimento com base nas conclusões dessa análise.
A OGX ressaltou que, após análise, decidiu interromper a construção das unidades de produção: FPSO OSX-4, FPSO OSX-5, além da WHP-1, WHP-3 e WHP-4.
O único campo que continuará operando normalmente no local será o de Tubarão Martelo, que deverá fazer a primeira retirada de pretróleo no 4º trimestre deste ano.