A Prefeitura de Dourados prepara mais uma Festa do Peixe, que este ano chega à 11ª edição e vai acontecer, mais uma vez, no Parque Antenor Martins, no Jardim Flórida, onde já está agendada para o período de 17 a 20 de abril.
O evento que foi criado para estimular a comercialização do pescado, incentivar a pesca através de um torneio e promover quatro dias de lazer para a população da região, este ano, porém, esbarra no mesmo problema surgido desde 2013. Uma decisão do MPE (Ministério Público Estadual) impede que os produtores comercializarem o peixe vivo no recinto da Festa.
Desde que assumiu a administração municipal, o prefeito Murilo Zauith (PSB) tem realizado a festa, ampliando-a significativamente em qualidade, com apoio de parceiros, sempre inovando e melhorando as atrações para a população. Também existe o compromisso de concluir o frigorífico do peixe, cujas obras seguem lentamente do às margens da BR 163, na saída de Dourados para Campo Grande, próximo ao trevo de acesso a Fátima do Sul.
O empresário e produtor Antonio Custodio de Souza, do pesqueiro Santo Antônio, localizado na região do Jardim Guaicurus, na rodovia MS 156, de acesso ao DID (Distrito Industrial de Dourados), é um dos mais tradicionais criadores de peixes da região e todos os anos participa da festa no Jardim Flórida.

Antonio Custodio quer apoio para comercializar a produção do ano
“O problema é que, este ano, por exemplo, não sabemos o que fazer com os peixes produzidos especialmente para a Semana Santa, se não vai poder vender para o consumidor que vai na Festa de Peixe justamente com a intenção de comprar”, disse ele ao Douranews. Outra piscicultora,Vera Lucia Bonelli, compartilha da mesma preocupação.
Antonio disse que possui um estoque de 6.000 a 7.000 quilos, em espécies com peso médio de dois quilos, de pintado e tambacu. “Não temos o que fazer com tanto peixe se não puder vender”, lamenta ele, reivindicando a intervenção da Prefeitura no sentido de tentar sensibilizar o MP a permitir que o produto seja levado para a Festa.
De acordo com Edevaldo Sétimo Carollo, diretor de Comércio da Semdes (Secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico Sustentável), a Prefeitura apenas cumpre a determinação judicial, que decidiu proibir a venda do produto vivo. Os produtores estão mobilizados e querem o apoio para que seja possível abater em algum frigorífico da região.
Uma unidade industrial localizada na região do Porto Vilma, no município de Deodápolis, já se prontificou a receber a produção dessa região para o abate, porém, os produtores afirmam que não podem arcar com os custos dessa operação. “Já tivemos despesas, no meu caso, de quase R$ 500 diariamente, para alimentar os peixes. Se pelo menos tivesse um frigorífico por aqui”.
Na agenda dos organizadores da festa, está previsto três dias de um torneio de pesca nas categorias infantil, adulto e parapesca. A praça de alimentação servirá pratos à base de peixe, cujo propósito é estimular a população a consumidor o pescado. No local, por enquanto, só está permitida a venda de produtos já abatidos.
Festa
A Festa do Peixe é um evento que atrai pessoas de cidades localizadas a mais de 100 quilômetros de Dourados. Durante a noite tem shows com artistas regionais. No ano passado pelo menos 20 mil pessoas passaram pela festa, segundo estimativa da Guarda Municipal. A movimentação financeira dentro do parque chegou a R$ 200 mil, segundo a secretária Neire Colman, coordenadora geral do evento.