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Acadêmica da UFGD ganha prêmio por trabalho de ciência econômica

16 de agosto 2014 - 13h20 Por Redação Douranews
Acadêmica da UFGD ganha prêmio por trabalho de ciência econômica

A acadêmica do curso de Ciências Econômicas da UFGD, Larissa Viscardi Mendonça, recebeu esta semana,  em São Paulo, o prêmio de melhor monografia de Mato Grosso do Sul, concedido pela Ordem dos Economistas do Brasil. Larissa venceu o prêmio com o trabalho intitulado 'Análise do comportamento da demanda por importações brasileiras de 2000 até 2012', sob orientação do professor doutor Alexandre Bandeira Monteiro e Silva, da Face (Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia). Na mesma ocasião, também ocorreu a entrega do prêmio Economista do Ano.

O trabalho de Larissa teve por objetivo analisar as influências das mudanças na taxa de câmbio e o PIB (Produto Interno Bruto) sobre as importações brasileiras baseado no movimento das variáveis ao longo do tempo no período compreendido de 2000 a 2012, com frequência de dados trimestral.

As principais fontes de dados foram o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e o Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com método de MQO (Mínimos Quadrados Ordinários) e utilização da correlação, análise descritiva, teste de raiz unitária e teste de Phillips-Perron, análise de autocorrelação e regressão entre as séries.

Os resultados indicaram que as variáveis são inelásticas e estatisticamente significantes sendo que a taxa de câmbio teve uma leve maior influência que o PIB sobre as importações brasileiras no período estudado, contrariando estudos anteriores que demonstravam que o PIB era o maior influenciador das importações, seguido pela taxa de câmbio.

Ao observar o comportamento das variáveis em dois períodos separados, o primeiro de 2000 a 2003, e o segundo de 2004 a 2012, observa-se que no primeiro período, em função de 2001 e da conjuntura econômica internacional, as importações brasileiras sofreram queda e não foram tão influenciadas pelo PIB e câmbio, mas sim por outras variáveis que não estão incluídas no modelo, tais como expectativa com relação ao mundo e incertezas em relação aos Estados Unidos.

Já no segundo período, houve uma ascensão das importações e ocorreu grande oscilação no câmbio devido à crise imobiliária americana de 2008 e pequena oscilação do PIB brasileiro, resultando numa maior influência da taxa de câmbio na variável explicada.