A Petrobras comunicou, nesta segunda-feira (29), que os investimentos totais da companhia foram reduzidos em 37% em seu Plano de Negócios e Gestão 2015-2019, quando comparados ao plano anterior (2014-2018). A companhia planeja investir 130,3 bilhões de dólares no período.
O novo Plano de Negócio foi aprovado nesta sexta-feira (26) pelo Conselho de Administração da estatal, segundo Fato Relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliarios (CVM). Ele prevê investimento inferior a 40% até 2018 e a 35% até 2020. O montante de desinvestimento em 2015/2016 foi revisado para US$ 15,1 bilhões.
Dos investimentos na área de Exploração e Produção, 86% serão destinos ao desenvolvimento da produção, 11% para exploração, e 3% em suporte operacional. Serão investidos US$ 64,4 bilhões em novos sistemas de produção no Brasil, segundo o Plano de Negócio. Do total, 91% no pré-sal.
"A carteira de investimentos do Plano prioriza projetos de exploração e produção (E&P) de petróleo no Brasil, com ênfase no pré-sal. Nas demais áreas de negócios, os investimentos destinam-se, basicamente, à manutenção das operações e a projetos relacionados ao escoamento da produção de petróleo e gás natural", informou.
Abastecimento e energia
Serão investidos, segundo comunicado, US$ 12,8 bilhões no abastecimento. Destes, 69% serão destinados à manutenção e infraestrutura, 11% à conclusão das obras da Refinaria Abreu e Lima, 10% na distribuição, e 10% no Comperj, para recepção e tratamento de gás, manutenção de equipamentos, dentre outros.
Área de Gás e Energia tem alocados US$ 6,3 bilhões, com destaque para os gasodutos de escoamento do gás do pré-sal e suas respectivas unidades de processamento (UPGNs).
Óleo e Gás
As metas de produção de óleo, gás natural e líquido de gás natural foram atualizados nos Plano. A estatal espera produzir um total de 3,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2020, “ano no qual estimamos que o pré-sal representará mais de 50% da produção total de óleo”.
"Ações já identificadas demonstram que esse resultado pode ser alcançado por meio de maior eficiência na gestão de serviços contratados, racionalização das estruturas e reorganização dos negócios, otimização dos custos de pessoal e redução nos dispêndios de suprimento de insumos", afirmou.
Desinvestimento
Entre o total do montante de desinvestimentos revisados, 30% corresponde à Exploração e Produção, 30% no Abastecimento e 40% no Gás e Energia. O Plano também prevê esforços em reestruturação de negócios, desmobilização de ativos e desinvestimentos adicionais, totalizando US$ 42,6 bilhões em 2017/2018.
A companhia informou ainda que o plano tem como “objetivos fundamentais” a desalavancagem da Companhia e a geração de valor para os acionistas. E prevê também uma meta de endividamento líquido/EBITDA inferior a 3,0x até 2018 e a 2,5x até 2020.
“Dentre as premissas consideradas no planejamento financeiro do Plano, destacam-se: Preços dos derivados no Brasil com paridade de importação; Preço do Brent (médio): US$ 60/bbl em 2015 e US$ 70/bbl no período 2016-2019; Taxa de câmbio (média): conforme a tabela abaixo”, informou.