A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda nesta segunda-feira (29), em linha com o cenário externo depois que a Grécia fechou seus bancos e impôs controles de capital, enquanto convocou referendo sobre o pacote de reformas exigido pelos credores.
Por aqui, os operadoras também avaliam o plano de investimentos da Petrobras, que divulgou mais cedo um plano de investimentos 37% menor para o período 2015-2019, em comparação com o plano anterior, de 2014 a 2018. A companhia planeja investir R$ 130,3 bilhões no período. As ações da estatal lideram os ganhos entre os papéis do Ibovespa, com alta de mais de 1,5%.
Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 1,58%, a 54.016 pontos.
Grécia
Os bancos da Grécia amanheceram fechados nesta segunda, para evitar que a população continue sacando tudo o que tem nas contas e quebre as instituições.
O país tem até terça para pagar € 1,6 bilhão ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e depende de um empréstimo dos outros países europeus para fazer esse pagamento. Mas, no fim de semana, o primeiro-ministro grego decidiu que vai fazer um referendo no próximo dia 5 para saber se aceita as condições desse empréstimo, que incluem alta de impostos e cortes nas aposentadorias. Com isso, o país deve dar o calote no FMI e pode acabar deixando a zona do euro.
Bolsas europeias
Na Europa, as bolsas têm um dia de fortes quedas, com os bancos do sul do continente sendo particularmente muito atingidos, depois que a Grécia fechou seus bancos e impôs controles de capital, como limites para saques.
Às 8h19 (horário de Brasília), o índice das principais ações europeias FTSEurofirst 300 tinha queda de 2,57%, a 1.533 pontos. O índice de blue chips da zona do euro Euro Stoxx 50 caía 3,92% para 3.479 pontos, recuperando-se da queda de cerca de 4% que marcou a mais grave perda percentual desde o final de 2011.
Ásia
Os índices acionários asiáticos registraram fortes quedas nesta segunda-feira, com investidores assustados pelo espectro do calote da Grécia.
Às 7h51 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 2,1%. O índice tocou, com uma queda de 3%, a mínima de cinco meses.