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MS tem mais de 21 mil servidores fora do trabalho

28 de julho 2015 - 11h55 Por Redação Douranews
MS tem mais de 21 mil servidores fora do trabalho

Mato Grosso do Sul tem um quadro de 69.850 servidores, mas apenas 48.137 são ativos. Os números fazem parte do Censo Funcional realizado pela Secretaria de Administração e Desburocratização e foram divulgados em primeira mão pelo secretário Carlos Alberto de Assis durante entrevista ao Jornal do Rádio, da 104 FM, e Jornal da TVE. O levantamento foi entregue nesta segunda-feira (27) pelo secretário ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

De acordo com o secretário Carlos Alberto, o Estado possui 48.137 servidores ativos e 21.713 inativos (aposentados e pensionistas e militares da reserva). Para o governo, o quadro não está inchado e não é o ideal em razão das demandas do serviço público. Há escassez, entretanto, de funcionários nas áreas essenciais, como saúde, educação e segurança pública.

Carlos Alberto disse que o Censo Funcional proporcionou uma radiografia do funcionalismo, o que permite ao Governo projetar melhor os concursos públicos. Uma informação importante apurada no levantamento é a idade média dos servidores, entre 30 e 40 anos. “Apuramos também que a maioria possui curso superior e grande parte tem doutorado. Seguramente podemos afirmar que o Estado tem um quadro de servidores qualificados”, destacou o secretário de Administração e Desburocratização.

O secretário Carlos Assis informou que o recadastramento já foi encerrado e 541 servidores não responderam ao questionário. Esses servidores estão com o pagamento bloqueado. O recadastramento foi determinado pelo governador Reinaldo Azambuja para apurar número de funcionários cedidos para órgãos de outros poderes ou à disposição do Governo do Estado.

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Carlos Alberto de Assis informou também que “por orientação do governador Reinaldo Azambuja a Secretaria de Administração segue adotando medidas para reduzir o custeio da máquina administrativa”. Ele destacou, na entrevista ao Jornal do Rádio e Jornal da TVE que no caso da redução do ICMS do diesel, por exemplo, o Estado terá economia mensal de R$ 95 mil. A redução já foi acertada com a fornecedora do governo.

“Quando aumentam os preços dos combustíveis, as empresas correm para pedir aumento no valor do contrato, então quando reduz, tem que funcionar da mesma forma. É determinação do governador Reinaldo Azambuja economizar, gastar menos e comprar melhor”, observou o secretário, destacando que as medidas de desburocratização passam por todas as áreas do governo, para tornar o Estado leve e mais ágil.

Em conversa com o diretor-presidente da RTVE, jornalista Bosco Martins, o secretário de Administração e Desburocratização assegurou que a redução de imposto sobre o diesel, além de garantir economia ao Estado, terá reflexo na arrecadação, já que a queda do preço do combustível nas bombas implicará no aumento do consumo. Por causa da tributação, mais elevada em relação a outros Estados, as transportadoras vinham optando em abastecer a frota fora do Estado.

A redução foi de R$ 0,14 para o litro do diesel e de R$ 0,10 em relação à gasolina. Por mês, a frota do governo consome em torno de 450 mil litros de combustíveis.