O Procon (Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor) confirma a realização, em setembro, da campanha “Saindo do Sufoco”, que tem como objetivo recuperar parte da dívida decorrente da inadimplência, bem como resgatar o crédito destes consumidores junto ao comércio douradense. A campanha será promovida com o apoio da Unigran e da Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados).
De acordo com o coordenador do Procon em Dourados, Rozemar Matos, a campanha inclui a negociação de dívidas em geral, no comércio local, junto às lojas de rede, agências bancárias e operadoras de cartão de crédito. A empresa Energisa, que substitui a Enersul, também já confirmou participação na campanha que pretende recuperar mais de R$ 18 milhões de devedores inadimplentes com produtos de consumo e serviços.
Ele destaca que, para participar da campanha, as empresas interessadas em negociar o débito dos clientes deverão procurar diretamente o Procon para formalizar o acordo. Durante os 31 dias da campanha, os consumidores inadimplentes deverão se dirigir ao Procon para negociação com base na taxa de juros de 1% e multa de 2%. “Entendemos que este parâmetro de cálculo é o mais adequado para evitar a vantagem excessiva por parte do fornecedor e o desequilíbrio nas relações de consumo”, explica o coordenador.
O cálculo da dívida e a proposta de negociação serão feitos por acadêmicos da Unigran, sempre com intermédio de representantes do Procon. “Será uma grande oportunidade para quem está inadimplente e também para as empresas diante do atual quadro de endividamento em todo o país”, acrescenta Rozemar.
Mais de R$ 18 milhões
Segundo dados do SCPC (Sistema Central de Proteção ao Crédito), somente no comércio local são pelo menos 36,5 mil consumidores inadimplentes, cuja dívida total ultrapassa os R$ 18 milhões. E, nos primeiros sete meses deste ano, foram incluídos 14,2 mil novos consumidores no SCPC. Neste mesmo período, 8.177 consumidores pagaram as dívidas e tiveram o CPF retirado do sistema de proteção. Os dados não incluem as empresas de rede como bancos, lojas e financeiras, segundo o levantamento.