O dólar opera em baixa nesta terça-feira (8), após ter fechado em R$ 3,86 na sexta-feira (4), último pregão antes do feriado prolongado de 7 de setembro. A queda ocorre após o Banco Central aumentar sua intervenção no câmbio e em meio ao apetite por risco nos mercados externos diante do avanço das bolsas chinesas.
Às 13h20, a moeda norte-americana caía 1,32%, a R$ 3,809 para venda. Na mínima da sessão, a moeda norte-americana perdeu 2,1%, a R$ 3,7793.
BC anuncia leilão de venda direta
Com a disparada do dólar nas últimas semanas, o Banco Central informou que realizará nesta terça-feira, na parte da tarde, leilões de venda direta de dólares ao mercado financeiro, em um volume total de até US$ 3 bilhões. Os dólares serão vendidos nesta semana, mas retornarão ao BC, e consequentemente às reservas internacionais brasileiras, no começo de novembro e de dezembro deste ano.
Desde 22 de dezembro de 2014 que o BC não realizava os chamados leilões de linha (venda de moeda norte-americana com compromisso de recompra nos meses seguintes). Ao vender divisas no mercado, o BC atua para tentar conter a alta do dólar – fator que prejudica o controle da inflação, uma vez que insumos e produtos importados ficam mais caros. Neste ano, a moeda americana já subiu cerca de 40%.
"O alívio do mercado hoje vem por causa dos leilões de linha do BC e dos mercados externos, com a alta da bolsa da China. Mas a tendência, no curto prazo, ainda é de alta (do dólar)", disse o operador da corretora Correparti Jefferson Luiz Rugik.
Pela manhã, a autoridade monetária também dará continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em outubro, com oferta de até 9,45 mil contratos, equivalentes a venda futura de dólares.
O reforço na intervenção do BC vem em meio à escalada da moeda norte-americana diante de preocupações com a deterioração das contas públicas do Brasil, que poderia provocar a perda do selo de bom pagador do país, e com a desaceleração da economia chinesa. Nesta sessão, contudo, as bolsas chinesas subiram quase 3%, trazendo de volta a demanda por ativos de maior risco, como aqueles denominados em reais.