O primeiro estudo de viabilidade econômica da malha oeste, operada pela Rumo All e que integra o ‘Pacto pelo Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul’, foi apresentado nesta segunda-feira (14) ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que convidou membros da bancada federal e deputados estaduais para a reunião.
“Entendemos que (a ferrovia) é vital para o Estado. Agora vamos formatar as premissas apresentadas e discutidas aqui, junto com a bancada federal, para serem validadas pelo Governo Federal, para garantir que os investimentos aconteçam”, avaliou o governador.
O estudo reuniu especialistas em logística e representantes do governo estadual, do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), da ANTT (Associação Nacional de Transportes Terrestres), da Rumo ALL, da Ferroviária Oriental da Bolívia, da Ferrovia Tereza Cristina e da Transfesa.
“O risco de encerramento da ferrovia foi descartado, foi feito todo um estudo do governo estadual junto com a Rumo ALL que resultou num conjunto de compromissos. Nós vamos ter um projeto para reativação da malha oeste da ferrovia. Mato Grosso do Sul tem volume de carga suficiente para viabilizá-la e agora temos que sentar com o setor produtivo e mostrar que com a tarifa (do setor) é possível transportar pela ferrovia”, pontuou Jaime Verruck, titular da Semade (Secretaria estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico).
O governador Reinaldo Azambuja destacou ainda a participação da bancada federal no processo de aprovação de algumas demandas apresentadas pela empresa concessionária da ferrovia para que o plano de desenvolvimento apresentado seja plenamente executado.
O estudo aponta que para que o plano seja colocado em prática, o aporte financeiro necessário será da ordem de R$ 1,9 bilhão. A elaboração do material apresentado nesta reunião contou com o respaldo do ILOS (Instituto de Logística e Supply Chain), empresa especializada em estudos logísticos, cujos técnicos analisaram a demanda do potencial de transporte ferroviário da região, avaliando a produção e o consumo no Estado do Mato Grosso do Sul.
“Existe um primeiro salto de volume com nível de investimento e serviço adequado para a demanda, mas ainda precisamos de pontos importantes que dependem de ações em conjunto do grupo, do Governo Federal, da agência reguladora, do BNDES e do Governo do Estado para garantir a viabilidade da ferrovia. Com a união de todas as forças vamos atingir esse objetivo”, avaliou Daniel Rossi, responsável pelas Relações Institucionais da Rumo All.
De acordo com a empresa, a avaliação realizada levou em consideração que a história da ferrovia começou há 100 anos, com a definição do traçado e a construção da infraestrutura que permanece até hoje. E a grande maioria das locomotivas e vagões ainda é dos anos 60 e 70. A obsolescência e fatos relevantes das últimas décadas motivaram a migração de cargas para o modal rodoviário, levando a uma consequente queda no nível do serviço nos anos seguintes.